Mercado reage a Copom cauteloso e acordo EUA-Irã; veja impactos
Mercado reage a Copom cauteloso e acordo EUA-Irã; veja impactos

O mercado financeiro brasileiro amanhece atento às repercussões das decisões de política monetária e geopolítica. O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic, mas manteve tom cauteloso, indicando que o ciclo de cortes pode estar próximo do fim. Ao mesmo tempo, o acordo entre Estados Unidos e Irã foi assinado, prevendo a reabertura do Estreito de Ormuz e alívio de sanções, o que impacta os preços do petróleo e o humor global.

Copom e Selic: cautela domina

O Copom decidiu cortar a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, mas o comunicado trouxe sinais de que o espaço para novos cortes é limitado. A decisão veio em linha com as expectativas, mas a postura mais cautelosa do BC gerou reações no mercado de juros futuros. Analistas apontam que a ata da reunião, a ser divulgada na próxima terça-feira, será crucial para entender os próximos passos.

Impacto nos investimentos

Com a Selic ainda elevada, aplicações em renda fixa continuam atrativas. O Tesouro Direto apresenta taxas que voltaram a indicar alta da Selic após discurso de Christopher Warsh. No crédito privado, a taxa Selic elevada leva dívidas a quase 20% ao ano, preocupando o mercado. Apesar disso, 10 ações de dividendos ainda batem o CDI, segundo levantamento.

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Acordo EUA-Irã: paz no Oriente Médio?

O memorando assinado entre EUA e Irã estabelece um acordo interino de paz, com reabertura do Estreito de Ormuz e alívio de sanções. O presidente Trump afirmou que "ninguém" atacou a escola de meninas no Irã "de propósito", em referência a um incidente recente. O acordo deve reduzir tensões geopolíticas e pode impactar positivamente os mercados globais.

Reações da Bolsa e do Dólar

O Ibovespa opera volátil, com investidores digerindo as notícias. O dólar futuro apresenta leve alta, enquanto os juros futuros recuam. A aprovação da aquisição do controle da Brava Energia pela Ecopetrol pelo Cade também movimenta o setor de óleo e gás. A Brava recebeu pedido de arbitragem da Westlawn sobre o Campo de Atlanta, gerando incertezas.

Outros destaques do dia

  • Oi (OIBR3;OIBR4): não recebe propostas por unidade de negócios B2B em leilão judicial.
  • Goldman Sachs: lista 7 razões para comprar ações de utilities apesar da queda na Bolsa.
  • TIM, Porto e Allos: anunciam pagamento de proventos; confira valores e datas.

Política e economia

No cenário político, Eduardo Bolsonaro pede retomada de sanções contra Moraes após condenação no STF. Flávio Bolsonaro acusa Moraes de "vingança pessoal". Já o governador Caiado afirma que Flávio Bolsonaro está perdendo capacidade de vencer Lula no 2º turno. No Ceará, pesquisa Atlas/Focus mostra empate técnico entre Ciro e Elmano no 1º turno.

Recomendações de investimento

Para quem busca renda, especialistas indicam ações de dividendos que ainda superam o CDI. O crédito privado exige cautela, mas oportunidades surgem em títulos de renda fixa em dólar. A Anbima explica o que acontece com fundos se a gestora tiver problemas. No mercado imobiliário, o aluguel sobe acima da inflação, pressionando o mercado residencial.

O dia promete volatilidade, com investidores atentos aos desdobramentos do Copom e do acordo EUA-Irã. Acompanhe ao vivo os movimentos da Bolsa, dólar e juros.

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