Mercado fica mais pessimista com Brasil; Ibovespa sobe; BofA questiona Selic
Mercado mais pessimista com Brasil; Ibovespa sobe; Selic em foco

O mercado financeiro brasileiro encerrou a semana com um tom mais pessimista em relação ao Brasil, refletindo preocupações com o cenário eleitoral de 2026 e a situação fiscal. Apesar disso, o Ibovespa registrou alta, impulsionado por fatores externos, enquanto o Bank of America (BofA) questionou a projeção de fim do ciclo de cortes da Selic, em meio à queda do petróleo.

Ibovespa sobe apesar de dados fracos

O Ibovespa fechou em alta, mesmo com a produção industrial brasileira abaixo do esperado e o fechamento dos mercados de Nova York devido a um feriado nos Estados Unidos. O índice superou os 174 mil pontos, mas sem a referência externa, o volume de negócios foi reduzido.

BofA questiona Selic com queda do petróleo

O Bank of America (BofA) lançou dúvidas sobre a projeção de fim do ciclo de cortes da Selic, argumentando que a recente queda do petróleo pode alterar as expectativas inflacionárias. A instituição avalia que o Banco Central pode ter espaço para continuar reduzindo a taxa básica de juros, contrariando a visão de mercado que aposta em um fim do ciclo.

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Eleição 2026 e fiscal pesam no humor

O mercado também reagiu ao ambiente político, com o início das articulações para a eleição presidencial de 2026. A incerteza fiscal e as discussões sobre reformas tributárias, como o imposto do pecado que o governo quer aprovar ainda em 2026, adiando o debate sobre alíquotas, contribuíram para o pessimismo. Segundo a gestora Norte Asset, há exagero nas análises sobre o cenário eleitoral, que não é nem definido nem desastroso.

Investidores estrangeiros e Lula

O chefe do BofA no Brasil afirmou que o investidor estrangeiro não tem medo do presidente Lula, mas sim o conhece. A declaração busca amenizar receios sobre a volta do petista ao poder, mas o mercado segue cauteloso com a trajetória fiscal.

Compras de Tesouro IPCA+ disparam

As compras de Tesouro IPCA+ continuam em ritmo recorde, com alta de mais de 70% no número de investidores, atraídos pelos juros reais elevados. A rentabilidade desses títulos segue em patamares atrativos, mesmo com a perspectiva de queda da Selic.

Varejo e tributação em risco

O caso do Grupo Mateus reacendeu os riscos tributários para varejistas e farmacêuticas, com possíveis mudanças na legislação que podem impactar o setor. A discussão sobre o imposto do pecado e a reforma tributária mantém o segmento em alerta.

Dividendos e oportunidades

As ações que mais pagaram dividendos no primeiro semestre foram divulgadas, com destaque para oito papéis recomendados para investimento agora. A busca por renda passiva segue forte entre os investidores brasileiros.

Mercado de trabalho e carreira

A Expert XP ampliou sua agenda, incluindo espaço para desenvolvimento pessoal. Além disso, o concurso da Dataprev oferece 1,8 mil vagas com salários de até R$ 10,6 mil, e a carreira de juiz e titular de cartório aparece entre as profissões com maiores patrimônios, segundo dados do Imposto de Renda.

Internacional: Japão, Embraer e mais

No cenário internacional, o Japão manteve alerta cambial e sinalizou prontidão para conter a fraqueza do iene. A Embraer reforçou visão positiva e suas ações subiram após o melhor dado de entregas em 16 anos. Já a Pluxee superou previsão de receita, mas alertou sobre regras no Brasil, o que fez suas ações subirem.

Fundos imobiliários em movimento

O fundo HGRU11 comprou seis imóveis por R$ 150 milhões, aumentando sua exposição ao varejo. O CPSH11 adquiriu uma fatia do Shopping Curitiba por R$ 45,2 milhões, ampliando sua presença na região Sul.

Conclusão

O mercado brasileiro enfrenta um momento de cautela, com o pessimismo crescendo diante das incertezas eleitorais e fiscais. No entanto, oportunidades surgem em ativos como Tesouro IPCA+ e ações de dividendos, enquanto o cenário externo oferece suporte, mas também riscos cambiais e de juros.

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