A Bolsa de Valores brasileira (B3) enfrentou em maio a maior saída mensal de capital estrangeiro desde o início da pandemia de Covid-19. O fluxo negativo somou R$ 14,91 bilhões, superando os registros de março de 2020, quando a crise sanitária global abalou os mercados.
Por que os investidores estrangeiros estão saindo?
O movimento de 'bye bye, Brazil' reflete uma combinação de fatores externos e internos. Nos Estados Unidos, os juros elevados tornam os títulos do Tesouro americano mais atrativos, drenando recursos de economias emergentes como o Brasil. Internamente, a cautela com o cenário fiscal e as incertezas políticas reduzem o apetite por risco.
Impacto no Ibovespa
O Ibovespa, principal índice da B3, vinha sendo impulsionado pelo capital estrangeiro ao longo do ano, mas a redução do ímpeto dos investidores internacionais freou os ganhos desde meados de abril. Analistas apontam que a tendência de alta dos juros nos países desenvolvidos deve continuar pressionando o mercado brasileiro.
O que esperar?
Especialistas recomendam cautela: enquanto os juros nos EUA permanecerem elevados e as questões fiscais brasileiras não forem equacionadas, a saída de estrangeiros pode se intensificar. A B3, no entanto, segue como uma das principais bolsas da América Latina, e ajustes pontuais podem atrair novo capital no médio prazo.



