O Barclays reportou lucro antes de impostos de €3,25 bilhões no segundo trimestre de 2026, um crescimento de 31% em comparação aos €2,48 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. O resultado superou as expectativas do mercado, que projetava lucro em torno de €3 bilhões, segundo levantamento da Refinitiv.
Desempenho impulsionado por receita de juros
O banco britânico atribuiu o avanço ao aumento da receita líquida de juros, que somou €4,8 bilhões no trimestre, alta de 12% ano a ano. A margem financeira foi beneficiada pelo ciclo de alta de juros na Europa, que elevou o spread bancário. O CEO do Barclays, C.S. Venkatakrishnan, afirmou em comunicado: “Nosso desempenho no segundo trimestre reflete a solidez do modelo de negócios diversificado e a disciplina de custos, mesmo em um ambiente macroeconômico desafiador.”
Receitas totais e despesas
A receita total do grupo atingiu €8,1 bilhões, crescimento de 8% frente ao mesmo trimestre de 2025. As despesas operacionais ficaram em €4,6 bilhões, praticamente estáveis, o que contribuiu para a melhora da eficiência. O índice de eficiência caiu de 62% para 57% no período. As provisões para perdas com crédito somaram €1,1 bilhão, ante €950 milhões no ano anterior, refletindo maior cautela com o cenário econômico.
Destaque nas unidades de negócio
O banco de investimento (investment bank) registrou receita de €2,9 bilhões, alta de 15%, puxada por renda fixa e consultoria em fusões. A divisão de varejo no Reino Unido teve receita de €2,1 bilhões, crescimento de 5%. Já a unidade de cartões e pagamentos (Barclays US Consumer Bank) apresentou receita de €1,6 bilhão, aumento de 10%, impulsionado pelo maior volume de transações.
Perspectivas e retorno ao acionista
O Barclays anunciou a recompra de ações no valor de £750 milhões, elevando o total de retorno ao acionista no primeiro semestre para £1,5 bilhão. A meta de retorno sobre patrimônio líquido tangível (ROTE) para 2026 foi mantida em 10%. Para o terceiro trimestre, a administração projeta crescimento moderado da receita, devido à sazonalidade mais fraca no verão europeu. O CFO Anna Cross comentou: “Continuamos confiantes na geração de capital e na capacidade de distribuir valor aos acionistas.”



