A prévia da inflação de julho, o IPCA-15, registrou alta de 0,06%, resultado abaixo das expectativas do mercado, que projetavam variação de 0,08%. O índice acumula no ano alta de 0,76% e em 12 meses de 4,45%. A surpresa positiva para a inflação impulsionou o mercado de juros futuros, que recuaram em toda a extensão da curva, com destaque para o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2026, que caiu para 11,54% ao ano.
Juros futuros recuam com IPCA-15 abaixo do piso
Após a divulgação do IPCA-15, as taxas dos contratos futuros passaram a operar em queda. O mercado interpretou o dado como um sinal de que a inflação pode estar mais controlada, reduzindo a pressão sobre o Banco Central para elevar a Selic. Para o economista-chefe de uma corretora, o resultado veio abaixo do piso das projeções, o que gerou um alívio no mercado de renda fixa. A curva de juros passou a precificar uma menor probabilidade de alta da taxa básica de juros nas próximas reuniões do Copom.
Investimento direto no Brasil supera previsão e avança 33% no semestre
O investimento direto no Brasil atingiu US$ 23 bilhões no primeiro semestre de 2024, superando as previsões do mercado. O fluxo de entrada de capital estrangeiro subiu 33% em relação ao mesmo período de 2023, impulsionado por projetos de infraestrutura e investimentos em energia renovável. Segundo o Banco Central, o resultado reflete a confiança dos investidores na economia brasileira, apesar do cenário global incerto. A projeção para o ano foi revisada para US$ 45 bilhões.
Ações: BBA e JPMorgan ajustam recomendações
O Banco Bradesco BBI (BBA) divulgou uma lista de cinco ações para ficar de olho na temporada de resultados do segundo trimestre. Entre os destaques estão empresas dos setores de siderurgia e papel e celulose. Já o JPMorgan fez alterações em sua carteira de 'utilities' após o desempenho baixo do setor. O banco também revisou recomendações para frigoríficos: elevou a recomendação para JBS, rebaixou Minerva e manteve MBRF como favorita. As mudanças são baseadas nas perspectivas de margens e demanda global por proteínas.
Mercados internacionais: crise em chips derruba Kospi 11%
Uma nova crise no setor de chips provocou um 'sell-off' global, com destaque para a Coreia do Sul: o índice Kospi desabou 11% no dia. A queda foi liderada por ações da Samsung Electronics e SK Hynix, que sofreram com preocupações sobre a demanda por semicondutores de memória. O movimento foi influenciado por notícias de que grandes compradores estariam reduzindo pedidos. O JPMorgan, no entanto, vê oportunidades de compra em empresas com fundamentos sólidos, como as brasileiras WEG e Simpar.
Destaques corporativos e política
No front corporativo, a Coca-Cola celebrou as pausas de hidratação da Copa do Mundo e elevou suas previsões anuais. O Barclays registrou lucro de US$ 8,11 bilhões no segundo trimestre, alta de 17%, impulsionado pelo boom do mercado de ações. No Brasil, a Simpar teve receita de R$ 2,5 bilhões, alta de 8,8%, e reduziu a alavancagem. Na política, o PT confirmou Patrus Ananias ao governo de Minas Gerais e Marília Arraes ao Senado, mas mantém impasse sobre o vice. Em Pernambuco, pesquisa Genial/Quaest mostra Raquel Lyra com 45% e João Campos com 39%.



