IPCA-15 sobe 0,06% em julho, abaixo do esperado, e juros futuros recuam
IPCA-15 abaixo do esperado leva juros futuros a recuarem

O IPCA-15, prévia da inflação oficial brasileira, registrou alta de 0,06% em julho, resultado abaixo das expectativas do mercado. O dado fez os juros futuros recuarem em toda a extensão da curva, refletindo a percepção de que a pressão inflacionária arrefece mais rapidamente que o previsto. O índice acumula 4,45% em 12 meses, ainda acima do centro da meta, mas sinalizando alívio.

Impacto no mercado de juros

Com o IPCA-15 abaixo do piso das estimativas, as taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) caíram, especialmente nos vencimentos mais longos. Operadores destacam que a curva passou a precificar menor probabilidade de novos apertos monetários pelo Banco Central. ‘O mercado interpretou o dado como favorável à manutenção da Selic’, afirma um analista da XP Investimentos. A taxa do DI para janeiro de 2027 caiu de 11,70% para 11,55%.

Ações e recomendações em destaque

No mercado acionário, o Ibovespa lutava para manter os 177 mil pontos, apoiado pelo alívio inflacionário. O JPMorgan elevou a recomendação para a JBS, rebaixou a Minerva e manteve a MBRF como favorita no setor de proteínas. Em utilities, o banco fez novas escolhas após desempenho baixo do setor. A WEG recebeu upgrade do Goldman Sachs, que manteve cautela, enquanto a Simpar reportou alta de 8,8% na receita do segundo trimestre e redução da alavancagem.

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Investimento direto no Brasil supera previsões

O investimento direto no país atingiu R$ 33 bilhões no primeiro semestre, superando as expectativas e representando alta de 33% em relação ao mesmo período do ano anterior. O dado reforça a confiança externa na economia brasileira, mesmo em meio a incertezas fiscais. Especialistas apontam que o fluxo de capital produtivo contribui para a resiliência do câmbio e da balança de pagamentos.

Cenário internacional e crise em chips

No exterior, uma nova crise no setor de semicondutores derrubou o índice sul-coreano Kospi em 11%, com sell-off generalizado. A queda foi atribuída a preocupações com demanda global e restrições comerciais. Nos Estados Unidos, o Barclays registrou lucro 17% maior, a US$ 8,11 bilhões, impulsionado pelo boom do mercado de ações. O Federal Reserve mantém a barra alta para subir juros, apesar de o mercado ver chances de corte.

Outros destaques

A Coca-Cola celebrou as pausas de hidratação na Copa e elevou suas previsões anuais. Na política, a imprensa argentina vê crise com o Brasil, mas avalia que o comércio deve conter a escalada. No Brasil, Flávio Bolsonaro deve prestar depoimento sobre calúnia contra Lula, e o PT confirmou Patrus Ananias ao governo de Minas Gerais. A Genial/Quaest mostra Raquel Lyra com 45% e João Campos com 39% na disputa pernambucana.

Finanças pessoais e oportunidades

Para quem busca investir, o Tesouro IPCA+ continua como opção; simulações mostram quanto tempo é necessário para juntar R$ 100 mil começando do zero. Na renda fixa, as taxas de CDBs, LCIs e LCAs seguem atrativas. O mercado de capitais bateu recorde no primeiro semestre, e os BDRs ganham espaço como via de acesso a ETFs estrangeiros. Contudo, gestores alertam que o quadro das contas públicas só tende a piorar.

Em pesquisa, 6 em cada 10 brasileiros esperam se manter com a aposentadoria do INSS, enquanto o Desenrola 2.0 encerra prazo para renegociação de dívidas neste domingo. A Caixa distribui lucro do FGTS; saiba quem tem direito e como consultar.

O mercado de trabalho vê o fim da escala 6×1 como possível impacto no varejo, enquanto a marca pessoal se torna ativo estratégico para empresas. Na saúde, business de saúde mental e fertilidade viram novas frentes de negócios. A Johnson & Johnson pagará US$ 5,5 bilhões para encerrar processos sobre talco.

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