Mercados: IPCA-15 abaixo do esperado impulsiona juros futuros; Fitch alerta para risco em IA
IPCA-15 abaixo do esperado impulsiona juros; Fitch alerta para IA

IPCA-15 surpreende e juros futuros recuam em toda a curva

O IPCA-15 de junho veio abaixo do piso das expectativas do mercado, provocando um recuo generalizado nas taxas dos juros futuros ao longo de toda a curva. O índice, que mede a prévia da inflação oficial, surpreendeu agentes financeiros e reforçou apostas de que o Banco Central pode iniciar um ciclo de afrouxamento monetário mais cedo do que o previsto. Com isso, os contratos de DI com vencimento em janeiro de 2027 caíram para 11,45% ao ano, ante 11,60% no fechamento anterior.

Impacto no mercado de ações e fluxo estrangeiro

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, luta para manter os 177 mil pontos, ainda refletindo o alívio nos juros. No entanto, os investidores estrangeiros seguem cautelosos. Dados divulgados mostram que o fluxo de capital externo para ações brasileiras foi negativo em US$ 2,794 bilhões em junho. A saída de recursos indica que, apesar da melhora no cenário inflacionário, o risco fiscal e as incertezas globais ainda pesam.

Alarme global: Fitch vê correção em IA como risco de crédito

A agência de classificação de risco Fitch alertou que a correção no setor de inteligência artificial (IA) está se tornando um importante risco de crédito global. O comunicado destaca que o rápido avanço da IA e a alta concentração de investimentos no setor podem gerar bolhas especulativas e, em caso de correção brusca, afetar a qualidade de crédito de empresas expostas. O alerta vem em meio a um sell-off generalizado em ações de semicondutores, que derrubou o índice sul-coreano Kospi em 11% no pregão de hoje.

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Recomendações do JPMorgan e resultados corporativos

No front corporativo, o JPMorgan elevou a recomendação para a JBS, rebaixou a Minerva e manteve a MBRF como favorita no setor de proteínas. Já o Santander Brasil ensaia uma recuperação após cair 15% no ano, com o balanço do segundo trimestre no radar. O lucro do Barclays cresceu 17%, atingindo US$ 8,11 bilhões, impulsionado pelo boom do mercado de ações. No setor de utilities, o JPMorgan fez novas escolhas, enquanto a WEG recebeu mais uma elevação de recomendação pelo Goldman Sachs, mas o banco manteve cautela.

Perspectivas para investimentos

Com a Selic ainda em alta e o IPCA-15 abaixo do esperado, investidores voltam a buscar ativos de renda fixa. O Tesouro IPCA+ oferece uma oportunidade para quem deseja acumular R$ 100 mil começando do zero. Especialistas da XP indicam que, com as taxas atuais, o prazo necessário é mais curto do que em cenários de juros baixos. Além disso, o mercado de capitais brasileiro bateu recorde no primeiro semestre, com emissões de debêntures e ações, malgrado os 'sustos' no crédito privado.

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