Inflação 2026 menor e rebaixamento de seguros marcam mercado
Inflação 2026 menor e rebaixamento de seguros marcam mercado

O mercado financeiro iniciou a semana com ajustes importantes nas expectativas para a inflação de 2026 e movimentações em ações do setor de seguros e petróleo. Pela quarta semana consecutiva, o Boletim Focus registrou queda na projeção do IPCA para o próximo ano, sinalizando alívio nas pressões inflacionárias. Paralelamente, o Morgan Stanley rebaixou as recomendações para BB Seguridade, Caixa Seguridade e Porto Seguro, levando a quedas nos papéis. No cenário internacional, o petróleo Brent registrou forte recuo de 9%, negociado abaixo dos US$ 90, influenciado por uma pausa no conflito no Oriente Médio.

Projeção de inflação em queda

De acordo com o Boletim Focus, a mediana das expectativas para o IPCA de 2026 caiu para 3,92%, ante 3,95% na semana anterior. É o quarto corte consecutivo, indicando que os agentes econômicos veem menor risco de descontrole inflacionário. Apesar da melhora, a taxa ainda supera o centro da meta de 3%, mas fica abaixo do teto de 4,5%. O movimento reflete a percepção de que o Banco Central conseguirá manter a Selic em patamar restritivo por mais tempo, contendo a demanda.

Rebaixamento no setor de seguros

O Morgan Stanley rebaixou as ações de BB Seguridade, Caixa Seguridade e Porto Seguro de compra para neutro, citando valuation elevado e menor potencial de crescimento no curto prazo. As três empresas sofreram quedas no pregão: BB Seguridade caiu 2,3%, Caixa Seguridade recuou 1,8% e Porto Seguro perdeu 2,1%. Em relatório, os analistas destacaram que o setor já precificou ganhos futuros e não há gatilhos imediatos para novas altas. “O mercado está muito otimista com o ciclo de expansão, mas o risco regulatório e a competição podem limitar os resultados”, afirmou o banco.

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Petróleo despenca com trégua no Oriente Médio

O petróleo Brent tombou 9% nesta segunda-feira, cotado a US$ 88,70, menor nível desde julho. O motivo foi a notícia de uma trégua temporária no conflito entre Israel e Hamas, mediada pelos Estados Unidos. A pausa reduziu os temores de interrupção no fornecimento de petróleo do Oriente Médio. A queda também foi amplificada por dados fracos da economia chinesa, que indicam menor demanda pelo combustível. Especialistas veem espaço para nova retração se o cessar-fogo se mantiver.

Destaques de alta e baixa na Bolsa

Entre as altas, a WEG recebeu dupla elevação de recomendação para compra, após anúncio de novo ciclo de crescimento, com contratos em energia renovável e exportações. O papel subiu 3,5% no dia. Já a Vale foi rebaixada pelo Goldman Sachs de compra para neutro, com justificativa de poucos gatilhos no curto prazo. As ações da mineradora caíram 1,2%. O Ibovespa oscilou, fechando estável aos 128.500 pontos, com investidores cautelosos diante do cenário externo e da temporada de balanços.

Outras notícias do mercado

No mercado de crédito, a Caixa iniciou a distribuição do lucro do FGTS, e o programa Move Brasil incluiu novas motos e bikes elétricas para financiamento. A padronização dos registros de imóveis promete agilizar financiamentos. No setor de tecnologia, a Positivo (POSI3) busca reduzir dependência do varejo com foco em serviços e IA corporativa. O iFood, SmartFit e Aramis destacaram que cultura empresarial deve ser vivida na rotina, não apenas discurso. Por fim, o Goldman Sachs cortou a recomendação da Vale para neutro, e o JPMorgan rebaixou a Isa Energia (ISAE4) para neutro, vendo menos espaço para valorização.

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