Inflação 2026 cai pela 4ª semana; bancos e seguradoras têm desempenho misto
Inflação 2026 cai; bancos e seguradoras têm desempenho misto

O mercado financeiro reduziu a projeção para a inflação de 2026 pela quarta semana consecutiva, enquanto o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Durigan, afirmou que não há possibilidade de o Brasil enfrentar uma recessão em 2027. Enquanto isso, os grandes bancos brasileiros apresentam desempenhos divergentes no segundo trimestre, com Santander, Banco do Brasil, Itaú e Bradesco sendo avaliados por analistas.

Inflação em queda

Segundo relatório do Focus, a mediana das expectativas para o IPCA de 2026 caiu para 4,10%, ante 4,15% na semana anterior. Essa é a quarta redução consecutiva, indicando uma tendência de desaceleração dos preços. O movimento é influenciado pela política monetária mais restritiva e pela desaceleração da economia global.

Durigan descarta recessão

Em evento em Brasília, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Durigan, declarou: “Não existe possibilidade de o Brasil ter uma recessão em 2027.” Ele atribuiu a confiança às reformas estruturais e à responsabilidade fiscal do governo. A declaração busca acalmar os mercados, que vinham precificando riscos de desaceleração.

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Desempenho dos bancos no 2T

Os quatro maiores bancos do país — Santander, Banco do Brasil, Itaú e Bradesco — divulgam resultados mistos para o segundo trimestre de 2026. O Santander surpreendeu com alta no lucro líquido de 8% em relação ao trimestre anterior, impulsionado pela carteira de crédito pessoa física. Já o Banco do Brasil viu seu lucro cair 3%, afetado por provisões maiores. O Itaú manteve estabilidade, enquanto o Bradesco registrou leve alta de 1,5%.

Seguradoras sob pressão

O Morgan Stanley rebaixou as recomendações das ações da BB Seguridade, Caixa Seguridade e Porto Seguro, de 'compra' para 'neutro'. Após o anúncio, os papéis dessas empresas caíram entre 2% e 4% na B3. O banco justificou a decisão com a redução do prêmio de risco e a competição acirrada no setor de seguros.

Mercado de petróleo e commodities

O barril de petróleo Brent despencou 9%, fechando abaixo dos US$ 90, após anúncio de pausa nos conflitos no Oriente Médio. A trégua reduziu os temores de interrupção no fornecimento. Paralelamente, o Goldman Sachs cortou a recomendação da Vale de 'compra' para 'neutro', citando poucos gatilhos de curto prazo. As ações da mineradora recuaram 2% no pregão.

Ações em destaque

A WEG recebeu dupla elevação de recomendação para 'compra' por parte de dois bancos de investimento, que destacaram uma “nova fase de crescimento” da empresa, com foco em energia renovável e internacionalização. Os papéis da WEG subiram 3,5% no dia. Por outro lado, a Engie foi rebaixada pelo JPMorgan de 'neutro' para 'venda', com a justificativa de que há menos espaço para valorização das ações ISAE4.

Outros eventos

Na política, o Itamaraty convocou o embaixador da Argentina para expressar repulsa por fala do presidente Milei. O governo argentino descartou pedir desculpas ao Brasil. Especialistas debatem a legalidade do uso de inteligência artificial de Jair Bolsonaro em convenção do PL. Além disso, pesquisa Quaest mostra Eduardo Paes liderando a disputa pelo Rio de Janeiro em todos os cenários.

No mercado internacional, a fabricante chinesa de chips CXMT estreou na bolsa de Xangai com alta de 470%. O JPMorgan rebaixou a Isa Energia para neutro. A Brava, Embraer, Petrobras e Iochpe-Maxion também tiveram movimentos relevantes, conforme relatório matinal do banco.

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