Ibovespa fecha em alta puxado por ações de commodities
Ibovespa sobe com commodities e alívio fiscal

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o pregão desta quarta-feira (29) com alta de 1,23%, aos 128.456 pontos, renovando a máxima do ano. O avanço foi puxado por ações ligadas a commodities, como Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4), que subiram 2,1% e 1,8%, respectivamente.

Impulso externo e alívio fiscal

O mercado acionário brasileiro refletiu o otimismo externo, especialmente com a divulgação de dados econômicos positivos na China, maior importadora de minério de ferro e petróleo. O índice industrial chinês (PMI) subiu para 51,2 em julho, acima das expectativas, sinalizando expansão da atividade. Além disso, o governo brasileiro anunciou novas medidas de desoneração da folha de pagamento para setores intensivos em mão de obra, o que foi bem recebido por investidores.

Segundo analistas da XP Investimentos, o movimento de alta foi liderado por papéis de empresas expostas ao ciclo global de commodities. "A combinação de estímulos na China e a sinalização de menor pressão fiscal no Brasil cria um cenário favorável para ativos de risco", afirmou em nota a equipe de estratégia da corretora.

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Setor financeiro e varejo mistos

Nem todos os setores acompanharam o otimismo. As ações de bancos, como Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4), operaram estáveis, com variação próxima de zero. Já o varejo mostrou desempenho misto: Magazine Luiza (MGLU3) caiu 0,5%, enquanto Lojas Americanas (AMER3) subiu 1,2%, após anúncio de reestruturação operacional.

O volume financeiro negociado na B3 somou R$ 24,7 bilhões, acima da média diária de julho, indicando maior participação de investidores estrangeiros. Dados da B3 mostraram fluxo líquido positivo de capital externo de R$ 1,8 bilhão no mês até o dia 28.

Perspectivas para o curto prazo

Para os próximos dias, o mercado monitora a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na semana que vem, que deve manter a taxa Selic em 10,50% ao ano, segundo a mediana das expectativas do Boletim Focus. Especialistas alertam que a continuidade da alta dependerá do cenário fiscal e da evolução das commodities no mercado internacional.

O dólar comercial fechou em queda de 0,3%, cotado a R$ 5,45, acompanhando o movimento de entrada de capital. O índice de volatilidade VIX recuou para 14,8, sinalizando menor aversão ao risco globalmente.

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