O Ibovespa encerrou em alta nesta quarta-feira, interrompendo uma sequência de três quedas consecutivas, com o suporte dos grandes bancos. O principal índice da bolsa brasileira subiu 0,8%, aos 127.500 pontos, impulsionado por ações de instituições financeiras como Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil.
Dólar estável na contramão do exterior
O dólar comercial fechou praticamente estável, cotado a R$ 5,17, em um movimento que surpreendeu analistas. Enquanto moedas de países emergentes recuavam diante das tensões geopolíticas entre Irã e Israel, o real se manteve firme, amparado por fluxos de investimentos e pela atuação do Banco Central.
Bitcoin desaba: o que fazer?
O Bitcoin sofreu uma forte correção, caindo mais de 12% nas últimas 24 horas, para a faixa dos US$ 56 mil. Especialistas consultados recomendam cautela: “Comprar na baixa pode ser arriscado se o cenário macro piorar. O ideal é esperar a volatilidade passar e reavaliar posições”, afirma Carlos Andrade, analista de criptomoedas. A queda foi atribuída a notícias de vendas massivas por grandes detentores e ao aumento da aversão ao risco global.
Ibovespa despenca de quase 200 mil para 169 mil
Em um movimento mais amplo, o Ibovespa já caiu de seu pico histórico de 198.000 pontos para os atuais 169.000, uma desvalorização de cerca de 15%. A dúvida entre investidores é até onde a baixa pode ir. “O mercado está corrigindo excessos, mas fundamentos como juros altos e incerteza fiscal limitam o potencial de recuperação”, explica Marina Costa, estrategista de renda variável.
Varejo pode surpreender no 2º trimestre
Apesar do início de ano fraco, o setor varejista pode surpreender no segundo trimestre. Dados de vendas de maio mostraram leve recuperação, impulsionada pelo Dia das Mães e pelo pagamento do abono salarial. Analistas destacam que empresas com forte presença digital, como Magazine Luiza e Lojas Americanas, têm potencial de crescimento.
XP mantém aposta em renda fixa e adia otimismo com bolsa
A XP Investimentos reiterou sua recomendação de foco em renda fixa para o curto prazo, adiando o otimismo com a bolsa para 2027. “Os juros ainda estão em patamar elevado, e a incerteza fiscal deve persistir. A bolsa só deve se tornar atrativa quando houver sinais claros de queda da Selic”, afirmou o relatório.
Setores atrativos e a evitar na Bolsa
Após o sell-off recente, alguns setores se destacam como mais atrativos: utilidades públicas, saneamento e energia elétrica, que oferecem proteção contra a inflação. Já setores cíclicos como construção civil e siderurgia devem ser evitados, devido à desaceleração econômica.
PEC do trabalho flexível: entenda a proposta
Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em discussão no Congresso propõe a flexibilização da jornada de trabalho, como alternativa ao fim da escala 6×1. A medida permitiria acordos individuais entre empregadores e empregados para definir horários, desde que respeitados os limites legais. Sindicalistas criticam a proposta, alegando risco de precarização.
Expert XP: últimas horas para ingresso
O evento Expert XP, um dos maiores de investimentos do Brasil, está com inscrições abertas para o ingresso com desconto, mas as últimas horas se esgotam nesta quinta. Interessados devem garantir a vaga antes da virada de lote, que elevará o preço.
Andrew Ross Sorkin: ambiente dos mercados está mais perigoso
O jornalista Andrew Ross Sorkin, do New York Times, alertou que o ambiente dos mercados financeiros está mais perigoso, com riscos geopolíticos elevados e incertezas sobre a política monetária dos EUA. Em entrevista, ele destacou que a volatilidade deve continuar.
Guia: onde investir no 2º semestre
A XP divulgou um guia com recomendações para o segundo semestre. Entre os destaques estão títulos públicos indexados à inflação, fundos imobiliários de alto rendimento e ações de empresas com dividendos consistentes. A diversificação é apontada como chave para navegar o cenário de incertezas.



