O Ibovespa voltou a subir nesta segunda-feira, interrompendo uma sequência de cinco quedas consecutivas, mesmo diante de novas ameaças tarifárias dos Estados Unidos contra o Brasil. O principal índice da Bolsa brasileira fechou em alta de 1,2%, aos 128.500 pontos, impulsionado principalmente pelas ações da Vale, que dispararam mais de 3% após anúncio de aumento na produção de minério de ferro.
Dólar cai e mercado reage a tensões comerciais
O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,8%, cotado a R$ 5,12, refletindo o alívio no mercado após declarações do presidente Lula, que afirmou esperar um telefonema de Donald Trump para explicar as últimas medidas comerciais dos EUA. A moeda americana chegou a subir durante a manhã, mas inverteu o movimento após a fala do presidente brasileiro.
Vale lidera altas; bancos e Petrobras oscilam
As ações da Vale (VALE3) foram o destaque positivo do dia, com alta de 3,4%, após a empresa divulgar projeções de crescimento na produção de minério de ferro para o próximo trimestre. No setor bancário, Itaú (ITUB4) subiu 0,9%, enquanto Bradesco (BBDC4) avançou 1,1%. A Petrobras (PETR4), por sua vez, fechou estável, em meio à volatilidade do petróleo no mercado internacional.
Estrangeiros retiram R$ 14,9 bilhões da Bolsa em maio
Apesar do dia positivo, o fluxo de capital estrangeiro continua negativo. Dados divulgados pela B3 mostram que os investidores estrangeiros retiraram R$ 14,9 bilhões da Bolsa em maio, o maior saque mensal desde 2022. O movimento reflete a aversão ao risco global e as incertezas em relação à política comercial dos EUA.
Trump ameaça Brasil com tarifas, mas mercado ignora
O ex-presidente dos EUA e candidato republicano Donald Trump voltou a ameaçar o Brasil com tarifas comerciais, mas o mercado pareceu ignorar a retórica. Em postagem nas redes sociais, Trump compartilhou uma foto com o senador Flávio Bolsonaro, chamando-o de "jovem inteligente". A visita de Flávio aos EUA, no entanto, endureceu o ambiente das negociações, segundo analistas.
Bitcoin afunda e atinge menor preço desde abril
No mercado de criptomoedas, o Bitcoin registrou forte queda, atingindo o menor preço desde abril. Analistas apontam três razões principais: a aversão ao risco global, a força do dólar e a regulamentação mais rígida nos EUA. A criptomoeda caiu 5% nas últimas 24 horas, negociada a US$ 62.000.
Zona do euro: inflação acelera e reforça argumentos para alta de juros
Na Europa, a inflação da zona do euro voltou a acelerar em maio, subindo para 2,6% ao ano, acima das expectativas. O dado reforça os argumentos a favor de uma nova alta de juros pelo Banco Central Europeu, o que pode pressionar ainda mais os mercados emergentes.
Petróleo fecha em alta com cautela sobre Irã
O petróleo fechou em alta, com o barril do Brent subindo 1,3%, para US$ 82,50, em meio à cautela crescente nas negociações entre EUA e Irã. A possibilidade de sanções mais duras contra o Irã elevou os prêmios de risco no mercado de energia.



