Ibovespa sobe 1% com IPCA-15 abaixo do esperado; mercado vê alívio
Ibovespa sobe 1% com IPCA-15; juros futuros recuam

O Ibovespa fechou em alta de 1% nesta segunda-feira, impulsionado pela surpresa positiva do IPCA-15, que veio abaixo do piso das expectativas do mercado. A prévia da inflação de julho registrou 0,30%, contra a mediana de 0,35% projetada pelos analistas, e encostou no teto da meta do Banco Central. O resultado aliviou as preocupações com a inflação e reacendeu as apostas em um novo corte de juros na próxima reunião do Copom, em agosto.

Juros futuros recuam em toda a curva

Com o IPCA-15 abaixo do esperado, os juros futuros caíram em toda a extensão da curva a termo. O contrato de DI para janeiro de 2026 recuou de 11,65% para 11,50%, enquanto o DI para janeiro de 2027 caiu de 11,80% para 11,65%. A queda reflete a percepção de que a inflação doméstica pode convergir mais rapidamente para a meta, abrindo espaço para a flexibilização monetária. O mercado vê alívio, mas não vitória: ainda há incertezas no front fiscal e externo.

FGTS: Caixa confirma repasse de R$ 13 bilhões

Em outra notícia de destaque, a Caixa Econômica Federal confirmou o repasse de R$ 13 bilhões do lucro do FGTS aos trabalhadores. O valor, referente ao resultado de 2024, será distribuído proporcionalmente aos saldos das contas vinculadas. Segundo a Caixa, o crédito será efetuado até o final de setembro. A medida beneficia cerca de 108 milhões de trabalhadores com contas ativas ou inativas no fundo.

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Flávio Bolsonaro deve depor à PF

Na política, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve prestar depoimento à Polícia Federal em inquérito que apura calúnia contra o presidente Lula. O caso envolve declarações do senador sobre a gestão do governo federal. Flávio nega as acusações e afirma que há perseguição política. No TSE, ele comparou a manifestação de seu pai, Jair Bolsonaro, a um ato de apoio de Lula a Fernando Haddad em 2018, gerando polêmica.

Trump e o Irã: ameaças renovadas

No cenário internacional, o ex-presidente dos EUA Donald Trump citou conversas “positivas” sobre o Irã, mas reiterou a ameaça de atacar alvos iranianos caso o país não feche um acordo nuclear. “Se não houver acordo, terminaremos o trabalho”, disse Trump, em referência à política de máxima pressão. As declarações aumentam a tensão no Oriente Médio e preocupam os mercados globais.

Mercado acionário: fluxo estrangeiro negativo

Apesar do bom humor com o IPCA-15, o investimento estrangeiro em ações brasileiras foi negativo em US$ 2,794 bilhões em junho, segundo dados da B3. O dado reforça a cautela dos investidores externos, que aguardam sinais mais claros sobre a política fiscal e a trajetória da dívida pública. Analistas do BBA destacam que a temporada de balanços do segundo trimestre será crucial para avaliar a saúde das empresas e o cenário macroeconômico.

Com 13 anos de mercado, a trader Ivy Hypolito chamou a atenção ao integrar inteligência artificial ao seu operacional e se tornar parceira da ASG Advisor. Já a Forttu Investimentos colocou o Espírito Santo na elite da alocação de recursos pela primeira vez.

Perspectivas: cautela e oportunidades

O gestor da Armor destaca que o quadro das contas públicas só tende a piorar nos próximos anos, mas vê oportunidades em ativos indexados à inflação. Para a renda fixa, as taxas de CDBs, LCIs e LCAs continuam atrativas, especialmente após a queda do IPCA-15. O Tesouro IPCA+ ainda oferece boas opções para quem busca proteção contra a inflação.

No mercado de FIIs, a Hedge fechou acordo para vender um edifício no Morumbi por R$ 86,4 milhões. Os BDRs ganham espaço na Bolsa como via de acesso a ETFs estrangeiros, ampliando as possibilidades de diversificação para o investidor brasileiro.

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