Ibovespa fecha em alta, mas perde fôlego e fica abaixo de 170 mil pontos
Ibovespa sobe 0,68% mas não sustenta 170 mil pontos

O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, em um dia de recuperação na bolsa paulista, mas não conseguiu se sustentar acima do patamar de 170 mil pontos registrado no melhor momento do pregão. O índice de referência do mercado acionário brasileiro subiu 0,68%, aos 169.813,15 pontos, com máxima de 170.600,91 e mínima de 168.406,17.

Na véspera, o Ibovespa havia renovado mínimas desde janeiro, distanciando-se ainda mais dos recordes registrados em abril, quando superou os 199 mil pontos no intradia pela primeira vez e alimentou expectativas de alcançar a marca inédita de 200 mil pontos. O volume financeiro totalizou R$ 25,45 bilhões, novamente abaixo da média diária do ano (R$ 34,7 bilhões). Em junho, a média está em R$ 28,2 bilhões.

Cenário geopolítico

O cenário geopolítico continuou sob os holofotes dos investidores, sem evidências sobre um acordo próximo para encerrar o conflito que começou no final de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, mas também sem um agravamento das tensões. Após Irã e Israel anunciarem na segunda-feira a suspensão dos ataques mútuos em resposta a um apelo do presidente dos EUA, Donald Trump, Israel atacou nesta terça-feira a histórica cidade portuária de Tiro, no sul do Líbano.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Trump também acusou nesta terça-feira o Irã de derrubar um helicóptero Apache norte-americano que patrulhava o Estreito de Ormuz durante a madrugada e prometeu retaliar, adicionando volatilidade nos mercados. Apesar disso, o barril de petróleo Brent fechou em queda de 3%, a US$ 91,45.

Wall Street e expectativas

Em Wall Street, o S&P 500 recuou 0,26%, em meio a uma correção em ações do setor de tecnologia, enquanto investidores aguardam dados de inflação dos EUA na quarta-feira e o desfecho do IPO da SpaceX ao final da semana.

De acordo com o sócio e advisor da Blue3 Investimentos, Willian Queiroz, a fragilidade da trégua no Oriente Médio mantém as preocupações com pressões inflacionárias decorrentes da alta do petróleo e seus reflexos em políticas monetárias, principalmente uma escalada nas taxas de juros.

Destaques do pregão

Bancos

Itaú Unibanco PN (ITUB4) avançou 1,82%, em dia mais positivo no setor. Bradesco PN (BBDC4) fechou em alta de 1,34%, Banco do Brasil ON (BBAS3) subiu 0,05%, Santander Brasil Unit (SANB11) valorizou-se 1,46% e BTG Pactual Unit (BPAC11) registrou acréscimo de 0,69%.

Mineração e petróleo

Vale ON (VALE3) subiu 0,55%, mesmo em dia de fraqueza dos futuros do minério de ferro na China. A mineradora também atualizou o guidance sobre o potencial de contribuição de sua subsidiária Vale Base Metals (VBM) para o Ebitda consolidado em 2026, que passa a ser de aproximadamente 28%. Petrobras PN (PETR4) caiu 0,12%, acompanhando o sinal dos preços do petróleo no exterior. No setor, PetroReconcavo ON (RECV3) recuou 0,74%, com dados de produção de maio no radar.

Petroquímica e construção

Braskem PNA (BRKM5) valorizou-se 3,82%, após o conselho de administração eleger Magda Chambriard, CEO da Petrobras, como presidente do colegiado e aprovar mudanças na diretoria. Helcio Tokeshi foi eleito diretor presidente. Direcional ON (DIRR3) avançou 4,47% e Cury ON (CURY3) subiu 4,17%, em dia positivo no setor imobiliário. Analistas do JPMorgan elevaram a recomendação de ambos para “overweight”. MRV&CO ON (MRVE3), com recomendação reduzida para “neutra”, mostrou acréscimo de 0,19%.

Consumo e tecnologia

Magazine Luiza ON (MGLU3) subiu 2,81%, com o setor de consumo também em sessão positiva. Na véspera, o Magalu anunciou que vai começar a vender uma seleção de 12 mil produtos no site da Amazon no Brasil. TOTVS ON (TOTS3) caiu 4,85%, no quinto pregão seguido de queda, refletindo o viés negativo para tecnologia nos EUA. WEG ON (WEGE3) recuou 1,52%, em sessão de ajustes após duas altas seguidas que acumularam valorização de mais de 5%.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar