O Ibovespa opera em queda nesta quarta-feira, 8 de julho, mesmo com o forte avanço das ações de petroleiras. O principal índice da bolsa brasileira enfrenta pressão negativa, especialmente vinda dos papéis da Vale, que despencam mais de 4% após um corte de recomendação do Morgan Stanley.
Vale cai após corte do Morgan Stanley
As ações da Vale (VALE3) registram forte desvalorização, superando 4%, depois que o Morgan Stanley reduziu a recomendação dos papéis da mineradora. O banco americano alterou a classificação de 'overweight' (exposição acima da média) para 'equal-weight' (exposição em linha com a média), citando preocupações com o cenário macroeconômico e riscos operacionais. A notícia pesa sobre o Ibovespa, dado o peso da Vale no índice.
CVM abre processo contra ex-presidente do conselho da Vale
Em paralelo, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) instaurou um processo administrativo contra o ex-presidente do conselho de administração da Vale, conforme reportado pelo jornal O Globo. O processo investiga possíveis irregularidades na gestão da companhia. A Vale ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.
Petroleiras sobem, mas não sustentam índice
Apesar da queda do Ibovespa, as ações de petroleiras registram alta significativa, impulsionadas pela valorização do petróleo no mercado internacional. Petrobras (PETR4) e outras empresas do setor avançam, mas não conseguem reverter o movimento negativo do índice, ofuscado pela Vale e pelo cenário externo.
Fluxo cambial positivo no ano
O Banco Central divulgou que o fluxo cambial total em 2026 até o dia 3 de julho é positivo em US$ 16,824 bilhões. O dado indica entrada de dólares no país, o que pode ajudar a conter a desvalorização do real. No entanto, o mercado segue atento às tensões internacionais e à política monetária dos EUA.
Natura sobe mesmo com lucro menor
Em contraponto, as ações da Natura (NATU3) sobem mais de 5% nesta quarta, mesmo após a empresa divulgar uma prévia operacional com lucro 10% menor no segundo trimestre. O mercado reagiu positivamente a outros indicadores do balanço, como crescimento de receita e margens.
Ex-diretor do BC aposta em continuidade dos cortes da Selic
No cenário macroeconômico, um ex-diretor do Banco Central afirmou, em evento, que aposta na continuidade do ciclo de cortes da taxa Selic, contrariando o consenso do mercado. Segundo ele, a inflação controlada e a atividade econômica fraca justificam novos cortes. A declaração gerou debate entre investidores.
Mudança no imposto de heranças mexe com estratégias financeiras
Na seção de finanças pessoais, a recente mudança nas regras do imposto sobre heranças tem levado famílias a reverem suas estratégias de planejamento patrimonial. Especialistas recomendam antecipar doações e usar instrumentos como seguros de vida e previdência privada para minimizar a carga tributária.
Carros usados seguem em alta, elétricos desvalorizam
O mercado de carros usados continua aquecido em 2026, com preços em alta. Por outro lado, os veículos elétricos ampliam a desvalorização, refletindo a menor demanda e a rápida evolução tecnológica. A tendência deve se manter nos próximos meses.
Apple fecha parceria de US$ 30 bi com Broadcom
No mercado internacional, a Apple fechou uma parceria de US$ 30 bilhões com a Broadcom para a produção de chips nos Estados Unidos. O acordo faz parte dos esforços da Apple para diversificar sua cadeia de suprimentos e reduzir a dependência da Ásia.
SpaceX: JPMorgan, Goldman e BofA recomendam compra
Três grandes bancos americanos — JPMorgan, Goldman Sachs e Bank of America — emitiram recomendações de compra para as ações da SpaceX, destacando o crescimento do negócio de lançamentos espaciais e da constelação Starlink. A empresa de Elon Musk segue atraindo investidores.



