O mercado financeiro brasileiro enfrenta um cenário de incertezas, com o Ibovespa recuando mais de 15% após atingir seu topo histórico. Apenas seis ações conseguiram escapar da correção, enquanto analistas avaliam os riscos para os ativos locais. O Bank of America (BofA) rebaixou o Brasil para neutro, projetando a Selic em 14,25% ao final do ano, o que impacta diretamente as expectativas de investimento.
O que pode levar o Ibovespa de volta aos 200 mil pontos?
Para que o Ibovespa retome o patamar dos 200 mil pontos, seria necessário um conjunto de fatores positivos, como a redução da taxa de juros, estabilidade fiscal e melhora no cenário externo. Enquanto isso, investidores buscam alternativas como CDBs, LCIs e LCAs, que oferecem rendimentos atrativos com a mudança de rota da Selic. O Tesouro Direto, por exemplo, paga IPCA+8%, nível não visto desde o governo Dilma, levantando a dúvida se é realmente imperdível.
Riscos triplos para ativos locais
As maiores gestoras do país estão preocupadas com um triplo risco: fiscal, político e externo. A afirmação do governo de que não retirou R$ 200 bilhões do arcabouço fiscal é contestada, enquanto a Justiça mantém condenações controversas. No cenário internacional, as promessas de Trump de novos ataques ao Irã e as tensões geopolíticas afetam o mercado.
Empresas em destaque
- Embraer: temas como entregas e parcerias devem ser monitorados nos próximos 90 dias.
- Rumo (RAIL3): bateu recorde de volumes, o que pode impulsionar as ações.
- Totvs: aprovou pagamento de R$ 104,3 milhões em proventos.
- Vale: inaugurou Usina Modelo em Itabira com IA.
Inteligência Artificial na Bolsa
O Santander elencou ações líderes de IA na Bolsa brasileira, que vão além das techs. Enquanto isso, a ferramenta Lovable gerou meio bilhão de dólares em receita, e a XP Educação abriu inscrições para formação gratuita em IA.
FIIs, Fiagros e FI-Infra
Especialistas alertam que nem todo dividendo é igual. FIIs, Fiagros e FI-Infra ensinam sobre risco e retorno. O FII VILG11 concluiu a aquisição de um galpão logístico por R$ 56,2 milhões próximo a Suape.
Mundo: Copa do Mundo e geopolítica
A Copa do Mundo de 2026 já gera polêmica: o jornal francês ironizou a relação entre Infantino e Trump, enquanto os EUA pedem restrições de viagem ligadas ao ebola. O clima instável do verão ameaça transformar a Copa em teste de resistência ao calor. A CazeTV e o iFood lançaram um bolão que distribuirá R$ 3,5 milhões para torcedores.
Política e eleições 2026
Pesquisa Quaest mostra que o programa Desenrola surge como trunfo na recuperação de Lula, com aprovação de 50%. No segundo turno, Lula vai a 44% contra 38% de Flávio. A rejeição a Flávio subiu para 56%, enquanto a de Lula segue em 53%. O caso Master já afeta a imagem de Flávio para 6 em cada 10 eleitores.
Violência e terremotos
Na Irlanda do Norte, houve violência contra imigrantes após ataque com faca. Nas Filipinas, o número de mortos após terremoto de magnitude 7,8 subiu para 46. Ataques aéreos israelenses mataram 13 pessoas no sul do Líbano.
Carreira e educação
A Expert XP anunciou a participação do ex-tenista Andre Agassi e de Caio Amato, da Oakley. A Monte Bravo quer dobrar a equipe e mira R$ 200 bilhões sob custódia até 2030. A Senior Sistemas realizou sua maior aquisição, comprando a Salú por R$ 318,7 milhões.
Seguros e finanças pessoais
Mais brasileiras com mais de 60 anos vivem sozinhas; veja como proteger patrimônio e autonomia. Homens de 30 a 59 anos que moram sozinhos devem priorizar seguros específicos. A complexidade geopolítica afeta a cobertura dos seguros na Copa do Mundo.
Por fim, o mercado de terras raras fora da China tem operação no Brasil, e a Janus Henderson aposta na Europa mesmo no auge da IA americana. A bomba-relógio da inflação já está armada, segundo economista da XP Asset.



