O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, oscila próximo da estabilidade nesta segunda-feira, refletindo a cautela dos investidores diante da escalada das tensões no Oriente Médio. O conflito entre Israel e grupos palestinos se intensificou, elevando a incerteza geopolítica e pressionando os mercados globais.
Impacto das tensões no mercado
As tensões no Oriente Médio têm gerado volatilidade nos mercados internacionais, com destaque para a alta dos preços do petróleo. O barril do tipo Brent subiu mais de 2%, ultrapassando os US$ 80, o que impacta diretamente empresas do setor de energia e eleva custos para outros segmentos. No Brasil, a Petrobras, que tem grande peso no Ibovespa, registra leve alta, contribuindo para a estabilidade do índice.
Comportamento dos investidores
Os investidores locais adotam postura defensiva, com volume de negócios reduzido. A ausência de notícias positivas no cenário doméstico, como avanços na reforma tributária ou novos estímulos econômicos, também limita o apetite por risco. O dólar comercial opera estável, cotado a R$ 5,20, enquanto os juros futuros têm leve queda, sinalizando expectativa de manutenção da Selic.
Setores mais afetados
Além do petróleo, setores como aviação e logística são impactados pelo aumento dos combustíveis. Empresas aéreas, como Gol e Azul, registram quedas em suas ações. Por outro lado, papéis de empresas de commodities metálicas, como Vale, têm desempenho misto, com o minério de ferro estável na China.
Perspectivas
Analistas apontam que a continuidade do conflito pode trazer mais pressão inflacionária global, afetando as decisões de bancos centrais. No Brasil, o Copom deve manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, mas o cenário externo pode influenciar futuras reuniões. O Ibovespa deve seguir volátil, com suporte nos 105 mil pontos e resistência nos 110 mil pontos.
O mercado acompanha ainda indicadores econômicos dos EUA, como o payroll, que podem dar direção aos ativos de risco. Enquanto isso, a cautela predomina, com investidores aguardando desdobramentos diplomáticos no Oriente Médio.



