Ibovespa Futuro Recua com Aversão Global a Risco e Foco na Ata do Copom
Ibovespa Futuro Recua com Aversão Global a Risco

O Ibovespa futuro opera em queda nesta terça-feira (23), refletindo o clima de aversão global a risco que domina os mercados internacionais. Os investidores aguardam a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que pode trazer sinais sobre os próximos passos da taxa Selic. Além disso, o mercado acompanha a repercussão dos dados de inflação e a movimentação das bolsas nos Estados Unidos e Europa.

Cenário externo pesa sobre os ativos brasileiros

O mau humor externo é impulsionado por preocupações com a desaceleração econômica global e a possibilidade de novos aumentos de juros pelos bancos centrais. As ações de tecnologia despencam pelo mundo, com destaque para o índice Nasdaq, que registra forte queda. Esse movimento contamina os mercados emergentes, incluindo o Brasil, que vê o dólar se valorizar e os juros futuros subirem.

Foco na ata do Copom e nas projeções para a Selic

O mercado financeiro volta suas atenções para a ata do Copom, que será divulgada às 8h. Na última reunião, o Comitê manteve a Selic em 13,75% ao ano, mas o comunicado indicou que o custo para levar a inflação à meta já em 2027 é elevado. Os investidores buscam pistas sobre a possibilidade de cortes nos juros ainda este ano. Segundo analistas, a ata deve reforçar a postura cautelosa do Banco Central, mas sem sinalizar mudanças imediatas na política monetária.

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Dólar e juros futuros em alta

Com a aversão ao risco, o dólar comercial opera em alta, cotado próximo a R$ 5,10. Os juros futuros também sobem, com o DI para janeiro de 2027 sendo negociado acima de 12,5%. Esse movimento reflete a percepção de que a inflação ainda preocupa e que o BC pode manter a Selic elevada por mais tempo. A combinação de câmbio pressionado e juros altos afeta negativamente as ações domésticas, especialmente as de consumo e varejo.

Destaques corporativos: MRV, Raízen e outras

No cenário corporativo, a MRV anunciou a venda de dois empreendimentos nos Estados Unidos, Ten Oaks e Rayzor Ranch, por US$ 139 milhões. A Raízen, por sua vez, divulgou seus resultados trimestrais, com queda no lucro devido à volatilidade dos preços do etanol. A Yduks, dona da rede de ensino Estácio, também está no radar, após rumor de possível aquisição. Outras ações como Axia, Cogna e Schulz acompanham o movimento de baixa do Ibovespa.

Rede D'Or, Vibra e Schulz pagam proventos

A Rede D'Or, a Vibra Energia e a Schulz anunciaram o pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio. A Rede D'Or distribuirá R$ 0,30 por ação, com data base em 30 de junho. A Vibra pagará R$ 0,45 por ação, e a Schulz, R$ 0,12. Os investidores devem ficar atentos aos prazos para fazer jus aos proventos.

Perspectivas para o restante da semana

Além da ata do Copom, a semana reserva a divulgação do IPCA-15 de junho, que pode influenciar as expectativas de inflação. No exterior, o destaque é o discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, que pode dar sinais sobre os próximos passos da política monetária americana. O mercado também monitora as negociações para o teto da dívida dos EUA, que seguem sem acordo.

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