O Ibovespa futuro abriu em queda nesta quarta-feira, pressionado pela divulgação de nova pesquisa eleitoral Quaest e pelo anúncio de tarifas comerciais dos Estados Unidos. O mercado monitora os desdobramentos políticos e as tensões comerciais entre Brasil e EUA.
Pesquisa Quaest e cenário político
Levantamento Quaest mostra o presidente Lula com 45% das intenções de voto, abrindo 8 pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno. A pesquisa também indica que 50% dos eleitores conhecem Lula e não votariam nele, enquanto 57% afirmam o mesmo sobre Flávio Bolsonaro. O resultado gera incertezas sobre o clima político e possíveis impactos nas reformas econômicas.
Tarifas dos EUA e pressão comercial
O governo brasileiro se prepara para um possível tarifaço, enquanto Washington amplia a pressão comercial. O presidente Trump ordenou a retomada do bloqueio a rotas marítimas e ameaça impor novas tarifas sobre produtos brasileiros. O mercado reage com cautela, temendo impactos nas exportações e no crescimento econômico.
Setor de serviços recua 0,4% em maio
O setor de serviços registrou queda de 0,4% em maio, frustrando as expectativas de leve alta. O resultado surpreendeu analistas, que projetavam crescimento de 0,2%. A retração foi puxada pelos segmentos de transportes e serviços profissionais. O dado reforça a percepção de desaceleração econômica no segundo trimestre.
Mercado acompanha dados da China
O PIB da China desacelerou no segundo trimestre para a mínima em três anos e meio, com desequilíbrios se agravando. O crescimento mais fraco da segunda maior economia do mundo afeta as commodities e as exportações brasileiras, ampliando a pressão sobre o Ibovespa.
Investidores monitoram ainda a precificação da oferta da Engie Brasil (EGIE3), que levantou R$ 8,36 bilhões a R$ 30,50 por ação, e os resultados da Melnick (MELK3), com vendas líquidas de R$ 108 milhões no segundo trimestre.



