Ibovespa Futuro cai com aversão global a risco e foco na ata do Copom
Ibovespa Futuro cai com aversão global a risco e foco na ata

O Ibovespa futuro recuava nos primeiros negócios desta terça-feira, refletindo o ambiente de aversão global a risco que domina os mercados internacionais. Os investidores também direcionam a atenção para a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que será divulgada hoje e pode trazer pistas sobre os próximos passos da política de juros no Brasil.

Cenário externo pressiona ativos de risco

O movimento de queda nos futuros do Ibovespa acompanha a performance negativa das bolsas asiáticas e europeias, além dos índices futuros de Nova York, que operam no vermelho. A aversão ao risco é alimentada por preocupações com o aperto monetário global e a desaceleração econômica, especialmente após dados fracos da China e sinais de que o Federal Reserve pode manter juros altos por mais tempo.

No Brasil, o mercado monitora a ata do Copom, que deve detalhar as razões para a manutenção da Selic em 13,75% ao ano na última reunião. A expectativa é que o documento mostre um tom cauteloso, com ênfase na inflação ainda acima da meta e nos riscos fiscais.

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Dólar e juros futuros em alta

O dólar comercial opera em alta frente ao real, cotado a R$ 5,05, acompanhando o fortalecimento da moeda americana no exterior. Os juros futuros também sobem, com o DI para janeiro de 2025 atingindo 13,05%, refletindo a percepção de que o Copom pode manter a Selic elevada por mais tempo.

Entre os destaques corporativos, a Raízen, Yduqs, Axia, MRV e Cogna estão entre as ações mais comentadas para o dia, com expectativas de divulgação de resultados ou notícias relevantes. A MRV, por exemplo, anunciou a venda de dois empreendimentos nos EUA por US$ 139 milhões.

Impacto da ata do Copom nos mercados

A ata do Copom é aguardada com grande expectativa, pois pode indicar se o Banco Central vê espaço para um corte de juros ainda este ano. Na última reunião, o Copom manteve a Selic inalterada, mas o comunicado sugeriu que a decisão foi unânime, o que foi interpretado como um sinal de que o BC não pretende afrouxar a política monetária tão cedo.

Segundo economistas, o BC vê custo elevado para levar a inflação à meta já em 2027, o que reforça a necessidade de manter a Selic em patamar contracionista. Esse cenário pesa sobre a bolsa, já que juros altos tornam a renda fixa mais atrativa e reduzem o apetite por ativos de risco.

Outros destaques do mercado

Além do movimento do Ibovespa, o mercado acompanha a divulgação de indicadores econômicos, como o IPCA-15 de maio, que pode influenciar as expectativas de inflação. A Rede D'Or, Vibra e Schulz anunciaram pagamento de proventos, o que pode atrair investidores em busca de dividendos.

No cenário político, a operação da Polícia Federal que bloqueou até R$ 670 milhões ligados ao banco de Edir Macedo também repercute entre os agentes financeiros, que avaliam possíveis impactos no setor bancário.

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