O Ibovespa Futuro registra queda nesta terça-feira, mesmo com o alívio no cenário geopolítico, enquanto os investidores aguardam as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed) e do Comitê de Política Monetária (Copom). O mercado busca direção em meio a expectativas sobre os rumos dos juros nos Estados Unidos e no Brasil.
Alívio geopolítico não sustenta alta
Apesar de sinais de distensão em conflitos internacionais, como o acordo entre EUA e Irã, o Ibovespa Futuro não conseguiu manter o otimismo. O índice futuro opera em terreno negativo, refletindo a cautela dos investidores antes das decisões do Fed e do Copom, que podem definir o ritmo dos juros globais e locais.
Fed e Copom no radar
O Federal Reserve deve anunciar sua decisão sobre a taxa de juros americana, com expectativa de manutenção ou possível corte. Já o Copom sinaliza manutenção da Selic em patamar elevado, o que impacta os ativos de renda variável. A combinação de fatores mantém o mercado volátil.
Mercados internacionais
Nos Estados Unidos, os índices futuros operam mistos, com investidores avaliando dados econômicos e balanços corporativos. Na Europa, as bolsas registram leve alta, enquanto na Ásia o fechamento foi negativo, com exceção do Japão, onde o IPO do aplicativo de transporte Go disparou na estreia em Tóquio, sendo o maior do ano no país.
Dólar e juros
O dólar comercial opera estável, com investidores aguardando os próximos passos da política monetária. Os juros futuros têm leve alta, refletindo a expectativa de que o Copom mantenha a Selic elevada por mais tempo. O mercado de câmbio também acompanha o acordo EUA-Irã, que pode reduzir pressões inflacionárias globais.
Petróleo e commodities
O preço do petróleo opera em baixa, com o mercado avaliando o impacto do acordo geopolítico e a demanda global. Apesar da moderação recente, analistas alertam para não se empolgar demais com a queda, já que a oferta ainda é incerta. A Petrobras efetuará o pagamento da segunda parcela de proventos na próxima segunda-feira.
Empresas em foco
Entre as ações que se aproximam da média de 200 dias, 34 papéis estão no radar, incluindo Brava, Copasa, Motiva e Gerdau. A XP mantém recomendação de compra para Assaí, mas cortou o preço-alvo. A BB Seguridade avança e entra em sobrecompra, enquanto a Cosan segue pressionada no Ibovespa.
FIIs e investimentos
No mercado de Fundos Imobiliários, o TRXF11 comprou imóvel na Faria Lima locado ao IBMEC por R$ 130 milhões. MXRF11, HGLG11 e outros FIIs pagam dividendos hoje. Uma entidade quer transformar FIIs em vitrine global para o mercado latino-americano. A Kapitalo aposta em juro real elevadíssimo que resiste à eleição.
Economia brasileira
As vendas no varejo do Brasil recuaram 1,5% em abril, dados piores que o esperado, indicando desaceleração econômica. O mercado aguarda novos indicadores para calibrar as expectativas de crescimento. A pesquisa mostra que 97% dos brasileiros não têm reserva financeira, destacando a necessidade de educação financeira.
Política
O presidente Lula se reúne com a União Europeia para tratar de comércio de carne, mas reunião com Trump no G7 é improvável. O ministro Moraes liberou compartilhamento de provas da trama golpista para investigação da PRF. A MP do Frete ganha dispositivo para anistiar multas de bloqueios após eleição de 2022. Em Santa Catarina, o partido Novo desconvida Zema de encontro estadual.
Cenário internacional
O acordo EUA-Irã promete fim da guerra, mas ainda não está claro como funcionará. Trump diz que Netanyahu deveria agir com mais responsabilidade em relação ao Líbano e que o acordo nuclear avançou para a segunda fase. A Bolívia anuncia unificação cambial e acordo com o FMI próximo, com protestos perdendo força.
O mercado segue atento aos próximos capítulos da política monetária e geopolítica, que devem definir a tendência dos ativos nas próximas semanas.



