Ibovespa Futuro cai com alívio geopolítico e decisões de Fed e Copom no radar
Ibovespa Futuro cai com alívio geopolítico e decisões de Fed e Copom

O Ibovespa Futuro opera em queda nesta terça-feira, mesmo com um alívio no cenário geopolítico internacional. Os investidores concentram suas atenções nas próximas decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed) e do Comitê de Política Monetária (Copom), que devem ditar o rumo dos mercados nos próximos dias.

Cenário externo e interno

No exterior, o clima de distensão entre Estados Unidos e Irã trouxe certo otimismo, mas não foi suficiente para sustentar os índices futuros brasileiros. A possibilidade de um acordo nuclear entre as duas nações, que avançou para uma segunda fase, foi recebida com cautela pelos agentes financeiros.

Internamente, a expectativa gira em torno da reunião do Copom, que pode sinalizar novos cortes na taxa Selic. O mercado também monitora os dados de inflação e atividade econômica, que influenciam as decisões do Banco Central.

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Destaques corporativos

Entre as empresas, a Petrobras efetuará o pagamento da segunda parcela de proventos na próxima segunda-feira, o que pode movimentar o mercado de ações. Já a BB Seguridade avança e entra em território de sobrecompra, enquanto a Cosan segue pressionada no Ibovespa.

No setor de varejo, as vendas no Brasil recuaram 1,5% em abril, dados piores do que o esperado, o que reforça a cautela dos investidores.

Mercados internacionais

Nos Estados Unidos, o acordo com o Irã e a estreia de Kevin Warsh como possível candidato à presidência do Fed marcam as discussões sobre os juros americanos. A SpaceX pode atingir US$ 2,7 trilhões em valor de mercado, superando a Amazon, enquanto o Japão viu o IPO do aplicativo de transporte Go disparar na estreia em Tóquio.

Análise técnica

Após a forte queda da Bolsa, 34 ações se aproximam da média de 200 dias, indicando possíveis pontos de suporte ou resistência. Os investidores devem ficar atentos a esses níveis técnicos para tomar decisões de curto prazo.

O mercado de câmbio também é destaque, com o dólar operando volátil diante das incertezas políticas e econômicas. A proteção cambial ganha importância, como aponta a colunista Vivian Sesto.

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