Uma análise da corretora Warren Rena aponta que a chamada "pauta-bomba" do Congresso Nacional pode elevar a dívida pública brasileira em R$ 1,64 trilhão até 2035. O estudo considera nove projetos de lei em tramitação que, segundo o governo, representam riscos fiscais significativos.
Impacto nas contas públicas
De acordo com os cálculos da Warren Rena, o conjunto de medidas pode fazer com que a dívida pública ultrapasse 100% do Produto Interno Bruto (PIB) já em 2032. A análise leva em conta não apenas os efeitos diretos das propostas, como renúncias fiscais e aumento de gastos, mas também os impactos secundários sobre a trajetória da economia e o efeito dos juros.
Medidas em análise
Entre os projetos considerados estão aqueles que ampliam benefícios tributários, reajustam salários do funcionalismo e alteram regras de aposentadoria. A corretora destaca que, sem a aprovação de medidas compensatórias, essas propostas violam a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
O economista-chefe da Warren Investimentos, Felipe Salto, ressalta que a situação pode levar o governo a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para conter os avanços do Congresso. "A falta de compensação fiscal coloca em risco a sustentabilidade da dívida e exige uma ação coordenada entre os Poderes", afirma Salto.
Cenário fiscal preocupante
Além do impacto direto de R$ 1,64 trilhão, a Warren Rena alerta para os efeitos indiretos, como o aumento da taxa de juros e a redução do crescimento econômico. Esses fatores podem agravar ainda mais o endividamento, criando um ciclo vicioso.
A análise conclui que, se aprovadas sem contrapartidas, as medidas podem comprometer a credibilidade fiscal do país e elevar o risco-país, afetando investimentos e o emprego.



