O Ibovespa futuro opera em alta nesta segunda-feira, refletindo um alívio nos mercados após o cessar-fogo no Oriente Médio e a atenção redobrada ao cenário eleitoral brasileiro. O petróleo Brent despencou 9%, abaixo dos US$ 90, com a interrupção das hostilidades entre Israel e Irã, reduzindo prêmios de risco geopolítico.
Petróleo e alívio geopolítico impulsionam bolsa
A trégua no conflito no Oriente Médio trouxe queda significativa nas cotações do petróleo, beneficiando setores dependentes de energia, como aviação e logística. A Embraer, por exemplo, registrou alta de 16% na carteira de pedidos no segundo trimestre. Já a Petrobras viu suas ações oscilarem, mas o conselho aprovou Nozaki como diretor de Transição Energética, sinalizando continuidade de investimentos.
Foco eleitoral e indicadores
No âmbito político, o Ibovespa futuro avança com a percepção de que o cenário eleitoral pode trazer definições. O mercado acompanha pesquisas como a Quaest, que mostra Sergio Moro liderando no Paraná, e a oficialização de Zema como candidato pelo Novo à Presidência. Além disso, o boletim Focus revelou que o mercado reduziu a projeção para a inflação de 2026 pela quarta semana consecutiva, o que alivia as expectativas de juros.
Destaques corporativos
Entre as empresas, a Iochpe-Maxion concluiu o resgate antecipado de títulos externos no valor de R$ 2 bilhões, enquanto a Ultrapar atingiu máxima histórica. A Brava Energia e outras ações também estão no radar. O movimento de alta é amplo, mas analistas alertam para a volatilidade diante de incertezas fiscais.
Segundo analistas do mercado, a pausa no conflito no Oriente Médio e a moderação das projeções inflacionárias criam um ambiente mais favorável para ativos de risco no curto prazo. No entanto, a atenção permanece no desenrolar das eleições e nas próximas decisões de política monetária.



