Os mercados financeiros iniciam esta quarta-feira (15) com viés positivo, impulsionados por dados de inflação mais brandos nos Estados Unidos e pela temporada de balanços corporativos. O Ibovespa futuro opera em alta, enquanto o dólar comercial cai e os juros futuros recuam, refletindo o otimismo global.
Inflação americana e Livro Bege no foco
O índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA de junho veio abaixo do esperado, reforçando a aposta de que o Federal Reserve pode encerrar o ciclo de aperto monetário em breve. O Livro Bege, divulgado nesta tarde, deve trazer mais sinais sobre a atividade econômica americana. Segundo analistas, a combinação de inflação controlada e mercado de trabalho resiliente sustenta o apetite por risco.
Destaques corporativos
A Engie Brasil (EGIE3) precificou sua oferta de ações a R$ 30,50 por papel, levantando R$ 8,36 bilhões. A Melnick (MELK3) registrou vendas líquidas de R$ 108 milhões no segundo trimestre, acima das expectativas. A Vale (VALE3) segue no radar, com investidores atentos à produção de minério de ferro. Outras empresas como Ânima, Romi, Camil e CSN Mineração também estão entre os destaques.
PIB da China e pressão comercial
Na China, o PIB desacelerou no segundo trimestre para a mínima em três anos e meio, agravando desequilíbrios econômicos. O Brasil se prepara para um possível tarifaço dos EUA, enquanto Washington amplia a pressão comercial. O governo brasileiro avalia lista de exceções, retaliação e negociações.
Política e pesquisas
A pesquisa Quaest mostra Lula com 45% das intenções de voto, abrindo 8 pontos para Flávio Bolsonaro no segundo turno. Outro levantamento indica que 50% dos eleitores conhecem e não votariam em Lula, enquanto 57% dizem o mesmo de Flávio Bolsonaro. O presidente Lula fez piada com a 'dentadura de Trump' em meio ao risco de novo tarifaço.
Juros e renda fixa
No mercado de juros, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 cai para 12,15% ao ano, refletindo a expectativa de Selic estável. O Tesouro IPCA+ 2026 se aproxima do vencimento, e investidores buscam opções de reinvestimento com juros históricos. A nova febre da renda fixa oferece até CDI+5%, mas exige cuidados.



