Ibovespa cai mais de 1% com Fed e NY; dólar recua a R$ 5,10
Ibovespa cai mais de 1% com Fed; dólar recua a R$ 5,10

O Ibovespa fechou em queda superior a 1% nesta quarta-feira, pressionado pelo desempenho negativo das bolsas de Nova York e pela decisão do Federal Reserve (Fed) de manter os juros básicos nos Estados Unidos. O dólar comercial, por sua vez, recuou para o patamar de R$ 5,10, refletindo a acomodação das expectativas em relação à política monetária americana.

Fed mantém juros, mas com dissidência

O Fed anunciou a manutenção da taxa de juros entre 5,25% e 5,50%, como amplamente esperado pelo mercado. No entanto, a decisão não foi unânime: o presidente do Fed de Nova York, John Williams, votou pela manutenção, mas o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, votou por um corte de 0,25 ponto percentual. A dissidência gerou incertezas e contribuiu para a queda nos ativos de risco.

Impacto no mercado brasileiro

A queda do Ibovespa foi puxada pelas ações de empresas ligadas ao mercado interno, como varejistas e construtoras, que sofrem com a perspectiva de juros elevados por mais tempo nos EUA. O recuo do dólar, por sua vez, aliviou a pressão sobre o câmbio, mas a moeda americana ainda opera em níveis elevados para os padrões históricos. O mercado de juros futuros também registrou queda, com a redução das expectativas de inflação.

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Dólar recua após decisão

O dólar comercial fechou em baixa de 0,22%, cotado a R$ 5,11. A queda ocorreu após o comunicado do Fed, que sinalizou que cortes de juros podem ocorrer ainda neste ano, dependendo da evolução da inflação. A redução da aversão ao risco no exterior também colaborou para o alívio no câmbio brasileiro.

Perspectivas

Analistas avaliam que o mercado brasileiro segue sensível ao cenário externo, especialmente às decisões do Fed. Apesar da queda do dólar, a moeda americana deve permanecer volátil, à espera de novos dados econômicos nos EUA, como o relatório de emprego (payroll) e o índice de preços ao consumidor (CPI). No Brasil, a atenção se volta para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) na próxima semana, que deve manter a taxa Selic em 10,50% ao ano.

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