O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, influenciado pela forte desvalorização das ações da Vale e pelo cenário externo negativo. O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,8%, aos 128.500 pontos, interrompendo uma sequência de altas. O dólar, por outro lado, caiu 0,5% e fechou a R$ 5,14, acompanhando o movimento global de enfraquecimento da moeda americana.
Vale cai 4,5% após corte de recomendação
As ações da Vale lideraram as perdas do dia, com queda de 4,5%, após o Morgan Stanley rebaixar a recomendação dos papéis de 'neutro' para 'venda'. O banco citou preocupações com a demanda chinesa por minério de ferro e riscos de aumento de oferta. O movimento pressionou o Ibovespa, já que a mineradora tem grande peso no índice.
Petróleo sobe e petroleiras avançam
No lado positivo, as ações da Petrobras e de outras petroleiras subiram, impulsionadas pela alta do petróleo no mercado internacional. O barril do Brent fechou em alta de 2,3%, a US$ 86,50, com temores de escalada no conflito entre Estados Unidos e Irã. O petróleo atingiu a máxima em três semanas, beneficiando as estatais brasileiras.
Exterior pesa com tensão geopolítica
O mercado global operou com aversão ao risco após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que o cessar-fogo com o Irã 'acabou' e realizar novos ataques ao país. As bolsas de Nova York fecharam em queda, com o S&P 500 recuando 1,2%. O clima de incerteza também afetou o Ibovespa, que não conseguiu sustentar os ganhos das petroleiras.
Dólar cai com fluxo de recursos
Apesar da queda da bolsa, o dólar comercial fechou em baixa, cotado a R$ 5,14. O movimento foi atribuído ao ingresso de recursos estrangeiros para aplicações em renda fixa, que seguem atrativas com as taxas elevadas. O Banco Central realizou leilão de swap cambial para rolagem de contratos, mas não interferiu na formação da taxa.
Perspectivas para os próximos dias
Analistas apontam que o Ibovespa deve continuar volátil, acompanhando os desdobramentos geopolíticos e os dados econômicos dos EUA. A Vale segue como principal risco, enquanto o petróleo pode dar suporte se as tensões no Oriente Médio se intensificarem. O mercado monitora também a tramitação da reforma tributária no Congresso.



