Ibovespa fecha em baixa com dados de emprego nos EUA
Ibovespa cai com dados de emprego dos EUA

O Ibovespa encerrou a sessão em baixa, pressionado por dados de emprego nos Estados Unidos que vieram acima do esperado. O mercado de trabalho norte-americano mostrou robustez, o que reduz as expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve. Com isso, as bolsas mundiais recuaram, os juros futuros subiram e o dólar se fortaleceu frente ao real, ultrapassando a marca de R$ 5,15.

Impacto nos mercados

O dado positivo de empregos nos EUA derrubou os índices acionários globais. Wall Street interrompeu uma sequência de nove semanas de alta, enquanto o Ibovespa acumulou a pior sequência de baixas já registrada após um período de alta histórica. A bolsa brasileira perdeu R$ 778 bilhões em valor de mercado desde o recorde anterior.

Dólar e juros

O dólar comercial fechou em forte alta, cotado acima de R$ 5,15, refletindo a aversão ao risco global. Os juros futuros também subiram, com a curva de juros precificando menos cortes na Selic. O Bank of America revisou sua projeção para a taxa básica, indicando apenas mais um corte em 2026.

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Commodities e empresas

As ações da Vale e da Petrobras recuaram, acompanhando o movimento negativo do mercado. O petróleo fechou em queda, pressionado pelo dólar forte, mas subiu na semana devido a tensões no Irã. O minério de ferro também caiu, impactando a mineradora. O ouro e a prata perderam valor, com quedas de 3% e 6%, respectivamente, em meio às tensões no Oriente Médio.

Outros destaques

O Bitcoin mergulhou abaixo de US$ 60 mil, voltando ao nível de setembro de 2024, após o dado de emprego dos EUA. No mercado de milho, os preços caíram ao menor nível em oito meses, com compradores afastados. Na Europa, as bolsas fecharam sem direção única, com o setor de tecnologia em queda.

No cenário político, o senador Flávio Bolsonaro pediu ao ministro Fachin que declare o ministro Moraes suspeito para julgar o caso Master. A Justiça decretou a prisão de um jornalista perseguido por Carla Zambelli. Além disso, a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas elevou o risco para bancos e fintechs.

No mercado de fundos imobiliários, os dividendos de junho foram divulgados, com datas e valores. O fundo de crédito privado da Blackstone limitou saques em meio ao aumento de resgates. O UBS rebaixou a bolsa brasileira, apontando um “canário da mina” para investidores.

No setor de tecnologia, o SoftBank negocia um aporte de US$ 800 milhões para dobrar sua aposta em robótica. O Instagram Plus começou a ser liberado no Brasil por R$ 10 ao mês. A XP Educação oferece formação gratuita em inteligência artificial.

No mercado de trabalho, o INSS autorizou o remanejamento de servidores para reforçar a análise de pedidos do BPC. O seguro para joias atrai interesse com o aumento de roubos de alianças. A proteção veicular ainda não foi totalmente regularizada, segundo a Susep.

Na política, o PL triplicou o fundo eleitoral, com Flávio e Lula tendo um terço dos R$ 4,9 bilhões. Caiado mudou o discurso e negou a chance de chapa única com Romeu Zema. Redes associam tarifaço e ameaça ao Pix a Flávio Bolsonaro.

No cenário internacional, a Justiça dos EUA invalidou políticas de Trump contra imigrantes de 39 países. O conselheiro do líder supremo do Irã disse que, sem acordo com os EUA, o país expandirá a guerra. O Papa Leão XIV vai inaugurar a torre central da Sagrada Família, em Barcelona. Milhares de pessoas exigem novas eleições na Coreia do Sul após falta de cédulas.

No mercado de capitais, a dona da antiga Reag fará uma oferta pública para comprar ações em circulação. Startups com CVCs avançam na Série B com mais estratégia e menos FOMO. Estados nos EUA preparam ação para barrar a fusão da Warner e Paramount.

O InfoMoney foi eleito o veículo mais influente do mercado pelo segundo ano consecutivo, segundo a Anbima.

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