O Ibovespa opera em queda nesta quarta-feira, mesmo com o forte avanço das ações de petroleiras. O principal índice da Bolsa brasileira é pressionado por fatores externos e domésticos que geram aversão ao risco nos mercados globais.
Ata do Fed revela divisão sobre rumo dos juros nos EUA
A ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), divulgada nesta quarta, mostrou que os integrantes do banco central americano estão divididos quanto ao futuro da política monetária. Enquanto alguns membros defendem a manutenção dos juros elevados por mais tempo para conter a inflação, outros já sinalizam a possibilidade de cortes ainda neste ano. Essa incerteza pesa sobre os ativos de risco, incluindo o Ibovespa.
Ações europeias têm pior dia desde março; ameaça de Trump abala Espanha
Na Europa, as bolsas registraram o pior desempenho diário desde março, com destaque para a queda em Madri. O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pedir o fim do comércio com a Espanha, classificando o país como “parceira terrível”. A declaração renovou temores de guerra comercial e derrubou o índice Stoxx 600.
Vale cai mais de 4% após corte de recomendação do Morgan Stanley
No Brasil, a Vale (VALE3) despenca mais de 4% depois que o Morgan Stanley cortou a recomendação para as ações da mineradora. O banco americano reduziu o preço-alvo e sinalizou preocupações com a demanda chinesa por minério de ferro e com os custos operacionais da companhia. O movimento contribui para a pressão negativa sobre o Ibovespa.
Petrobras sobe com petróleo em alta, mas não sustenta índice
As ações da Petrobras (PETR4) operam em alta, impulsionadas pela valorização do petróleo no mercado internacional, que sobe mais de 2% com o agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. No entanto, o ganho não é suficiente para reverter o cenário negativo do Ibovespa, que amarga perdas nos setores de mineração, bancos e consumo.
Fluxo cambial positivo em 2026 não anima investidores
Dados do Banco Central mostraram que o fluxo cambial total em 2026 até 3 de julho é positivo em US$ 16,824 bilhões. Apesar do ingresso de recursos, o mercado segue cauteloso com o cenário externo e com as indefinições da política econômica doméstica.
O Ibovespa opera em torno dos 127 mil pontos, com investidores aguardando novos sinais sobre os juros nos EUA e o desdobramento das tensões comerciais entre Estados Unidos e Europa. A sessão é marcada pela aversão ao risco, com moedas emergentes pressionadas e juros futuros em alta.



