O Ibovespa registrou forte queda de mais de 2% nesta segunda-feira, pressionado por um conjunto de fatores negativos: o anúncio de novas tarifas comerciais pelos Estados Unidos, o agravamento das tensões geopolíticas entre Irã e Israel, e a saída de investidores estrangeiros do mercado brasileiro. O dólar comercial avançou 1,12%, cotado a R$ 5,06, acompanhando o movimento de aversão ao risco no exterior.
Cenário externo pesa sobre ativos brasileiros
O mercado doméstico sentiu o impacto direto das declarações do governo Trump, que sinalizou a imposição de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros sob a justificativa de combate ao trabalho forçado. A medida ameaça setores exportadores da indústria nacional. Além disso, os ataques entre Irã e EUA elevaram o preço do petróleo e acirraram a incerteza global.
Saída de estrangeiros e fuga para Wall Street
Dados da B3 indicam que o fluxo de capital estrangeiro para a bolsa brasileira diminuiu significativamente nas últimas semanas, com investidores migrando para ativos americanos. Enquanto o Ibovespa acumula perdas, o S&P 500 renovou máximas históricas, impulsionado por expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve. Especialistas apontam que o Brasil perdeu atratividade devido à alta da Selic e à incerteza fiscal.
O que esperar dos mercados
Apesar do mau humor, alguns analistas veem oportunidades pontuais. O JPMorgan elevou a recomendação das ações da Minerva (BEEF3) para compra, após forte queda, projetando recuperação. No setor de renda fixa, CDBs, LCIs e LCAs continuam oferecendo taxas atrativas, com o CDI ainda em dois dígitos.
No cenário político, o governo estuda usar a Lei da Reciprocidade para retaliar as tarifas americanas, enquanto o presidente Lula afirmou que buscará novos parceiros comerciais. O STF derrubou a chamada 'emenda Master', que obrigava seguradoras a comprar créditos de carbono, gerando alívio no setor.
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