IBOV cai com tarifa dos EUA e reunião de Lula; dólar sobe após payroll
IBOV cai com tarifas dos EUA; dólar sobe após payroll forte

O Ibovespa futuro opera em queda nesta segunda-feira, pressionado pelo anúncio de novas tarifas comerciais dos Estados Unidos e pela expectativa da reunião do presidente Lula com ministros. O dólar sobe ante o real, após os dados de emprego nos EUA (payroll) terem superado as expectativas, reforçando a perspectiva de juros altos por lá.

Mercados

O dólar comercial registra alta de 0,5%, cotado a R$ 5,20, impulsionado pelo payroll americano, que mostrou criação de 272 mil vagas em maio, bem acima do esperado. O Ibovespa futuro cai 0,8%, aos 128.500 pontos, com investidores avaliando o impacto das tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros e a reunião de Lula com a equipe econômica.

Tarifaço de Trump

O governo Trump anunciou tarifas de 25% sobre aço e alumínio brasileiros, além de ameaçar sobretaxas para outros produtos. Setores como siderurgia, mineração e papel e celulose podem ser os mais afetados na Bolsa. Analistas apontam que a medida pode reduzir as exportações brasileiras e pressionar a balança comercial.

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Política

O governo Lula busca alternativas para evitar o tarifaço americano, com negociações diplomáticas e possíveis retaliações. Especialistas avaliam que a relação Lula-Trump e os ganhos eleitorais podem influenciar o desfecho. No Congresso, o relatório do USTR foi considerado vago ao apontar falhas do Brasil no combate ao trabalho forçado.

Fim da 6×1

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que a Casa não é obrigada a ‘carimbar’ o texto da Câmara sobre o fim da escala 6×1. A declaração ocorre em meio a debates sobre a reforma trabalhista.

Economia

O PMI do setor privado da zona do euro contraiu em maio, com alta da inflação devido à guerra. O BC brasileiro vê pressão de demanda diante do aumento da renda e estímulo ao crédito.

Recomendações de ações

A XP recomenda 13 ações para comprar em junho, incluindo Raízen, Axia, Brava, Yduqs e Multiplan. O Itaú BBA reforçou a compra para Yduqs, mas reduziu o preço-alvo para 2026. A Vale foi a única ‘sobrevivente’ das ações mais indicadas de maio.

Empresas

A SpaceX quer avaliação de US$ 1,75 trilhão em IPO na próxima semana. A Raízen pode receber injeção de capital dos credores. A Petrobras afirma que o petróleo não pode ser descartado na transição energética.

Finanças pessoais

A portabilidade de previdência privada pode valer a pena em alguns casos. Bancos digitais ampliam crédito, mas enfrentam alta da inadimplência. O seguro-viagem para a Copa de 2026 pode custar de R$ 500 a R$ 2 mil.

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