A inteligência artificial pode tropeçar na tomada. Especialista em mercado financeiro aponta que a expansão da IA depende de infraestrutura elétrica, cuja capacidade não acompanha o ritmo dos avanços de software. Dados da Agência Internacional de Energia mostram que data centers já consomem 1,5% da energia mundial, com projeção de dobrar até 2030. Isso pode retardar projetos de IA e rever expectativas de valorização das ações de empresas de tecnologia.
O gargalo energético da inteligência artificial
Segundo Otávio Fakoury, o crescimento da inteligência artificial enfrenta um obstáculo crítico: a disponibilidade de energia elétrica. Enquanto os softwares evoluem rapidamente, a infraestrutura de fornecimento de energia não acompanha o mesmo ritmo. Os data centers, que são o coração da IA, já consomem 1,5% de toda a energia elétrica gerada no mundo.
Previsão de dobra no consumo até 2030
A Agência Internacional de Energia projeta que o consumo energético dos data centers deve dobrar até 2030. Esse aumento expressivo pode se tornar um entrave para novos projetos de inteligência artificial, especialmente em regiões onde a capacidade de geração e distribuição de energia já é limitada.
Impacto no mercado financeiro
Fakoury alerta que essa limitação energética pode forçar uma revisão nas expectativas de valorização das ações de empresas de tecnologia. O mercado tem precificado um crescimento acelerado da IA, mas se a infraestrutura não acompanhar, os resultados podem ficar aquém do esperado. Investidores devem ficar atentos a esse fator.



