O mercado de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) está prestes a atingir a marca de R$ 1 trilhão em ativos sob gestão no Brasil. Esse volume expressivo reflete o crescimento acelerado do setor nos últimos anos, impulsionado pela demanda por alternativas de crédito e pela busca dos investidores por produtos com rentabilidade atrativa. Gestores do segmento, no entanto, afirmam que ainda há muito espaço para crescer, citando fatores como a baixa penetração em relação ao PIB e o potencial de expansão para novos setores.
O que são FIDCs e por que estão crescendo
Os FIDCs são fundos que investem em direitos creditórios, como duplicatas, cheques, contratos e outros recebíveis. Eles funcionam como uma ponte entre empresas que precisam de capital de giro e investidores em busca de rendimentos. O volume sob gestão saltou de cerca de R$ 600 bilhões em 2023 para quase R$ 1 trilhão em 2026, um crescimento médio anual superior a 15%. Segundo gestores ouvidos, a alta da Selic, que mantém os juros elevados, tem tornado os FIDCs ainda mais atrativos, pois os papéis costumam ser indexados ao CDI ou ao IPCA, oferecendo rendimentos reais positivos.
Potencial de crescimento ainda é grande
Para especialistas, o mercado de FIDCs representa menos de 10% do PIB brasileiro, enquanto em países como os Estados Unidos essa fatia chega a 30%. Isso indica que há espaço para dobrar ou triplicar o tamanho do setor. Além disso, a regulação recente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tem facilitado a criação de FIDCs para pequenas e médias empresas, que antes tinham acesso limitado a esse tipo de funding. Outro fator é a diversificação: FIDCs de crédito imobiliário, agronegócio e infraestrutura estão ganhando tração.
Riscos e desafios
Apesar do otimismo, gestores alertam para riscos, como a inadimplência dos devedores e a necessidade de uma gestão ativa de carteira. A qualidade dos créditos varia muito, e fundos com maior exposição a empresas de menor rating podem sofrer em cenários de desaceleração econômica. Ainda assim, a expectativa é de que o mercado de FIDCs continue a se expandir, impulsionado pela digitalização e pela maior oferta de plataformas de investimento.
Perspectivas para investidores
Para quem deseja entrar nesse mercado, a recomendação é buscar fundos com histórico de performance e gestão experiente. Os FIDCs são considerados investimentos de risco moderado a alto, mas com potencial de retorno superior à renda fixa tradicional. Com a marca de R$ 1 trilhão cada vez mais próxima, o segmento se consolida como uma das principais alternativas de crédito no Brasil.



