Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) estão prestes a atingir a marca histórica de R$ 1 trilhão em ativos sob gestão, segundo estimativas do mercado. Gestores apontam que o segmento ainda tem enorme espaço para expansão, especialmente com a crescente demanda por crédito privado e a busca por alternativas à renda fixa tradicional.
Crescimento acelerado e perspectivas
Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) indicam que o patrimônio líquido dos FIDCs cresceu 25% nos últimos 12 meses, alcançando R$ 980 bilhões. “A tendência é que ultrapassemos R$ 1 trilhão ainda neste semestre”, afirma Carlos Siqueira, gestor de um grande fundo do setor. “O mercado de crédito está se sofisticando, e os FIDCs oferecem rentabilidade atrativa com riscos controlados.”
Fatores que impulsionam o segmento
Entre os motivos para o otimismo, gestores destacam a regulação mais clara e a diversificação de lastros, como duplicatas, cheques e contratos de aluguel. “Os FIDCs estão se tornando uma ferramenta essencial para empresas de médio porte que buscam funding sem depender de bancos”, explica Siqueira. Além disso, a taxa Selic elevada torna os FIDCs competitivos frente a outros ativos de renda fixa.
Desafios e oportunidades
Apesar do crescimento, o setor enfrenta desafios como a inadimplência e a necessidade de maior transparência. No entanto, a maioria dos gestores acredita que o mercado amadurecerá. “Há muito espaço para crescer, especialmente em regiões menos atendidas pelos grandes bancos”, conclui Siqueira. Com a digitalização e o uso de tecnologia para análise de crédito, os FIDCs devem continuar atraindo investidores.



