FIDCs perto de R$ 1 tri e inflação menor; crise com Argentina agita política
FIDCs perto de R$ 1 tri e inflação menor; crise com Argentina

Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) estão próximos de atingir a marca de R$ 1 trilhão em patrimônio líquido, segundo dados de mercado. Gestores do setor apontam que ainda há muito espaço para crescimento, impulsionado pela busca por rendimento em um cenário de juros elevados. Enquanto isso, o mercado financeiro ajusta suas expectativas para a inflação: o Relatório Focus mostra queda na projeção para 2026 pela quarta semana consecutiva, sinalizando alívio nas pressões de preços.

FIDCs: crescimento robusto e potencial

O patrimônio dos FIDCs, que já ultrapassa R$ 900 bilhões, deve chegar a R$ 1 trilhão nos próximos meses. Gestores como os da XP destacam que a classe de ativos tem se beneficiado da alta da Selic, que torna os papéis lastreados em crédito mais atrativos. “Ainda estamos longe de um patamar de saturação”, afirmou um analista do setor. A diversificação de operações – desde crédito consignado até recebíveis de empresas – amplia o apetite dos investidores.

Focus reduz inflação de 2026

O Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, indica que a mediana das projeções para o IPCA de 2026 caiu para 3,80%, ante 3,85% na semana anterior. É a quarta redução seguida, refletindo expectativas de política monetária mais restritiva e desaceleração econômica. Para 2025, a estimativa permanece em 5,20%. O mercado também elevou a previsão para a Selic no fim de 2026, para 12,50% ao ano.

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Crise diplomática com Argentina se intensifica

Na esfera política, a relação entre Brasil e Argentina atingiu novo ponto de tensão. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou como “grave” e “inaceitável” a interferência do presidente argentino Javier Milei em assuntos internos brasileiros, após discurso em ato do PL. O governo Milei, por sua vez, descartou a possibilidade de pedir desculpas, alimentando a crise. Especialistas discutem até a legalidade do uso de inteligência artificial para simular a voz de Jair Bolsonaro em convenção partidária.

Mercados: Bolsa e setor financeiro

Na bolsa paulista, o Ibovespa opera em alta, impulsionado pelo alívio nas tensões geopolíticas entre EUA e Irã, que reduziu o prêmio de risco. No entanto, a queda das commodities limita os ganhos. Entre as ações, destaque para a WEG, que recebeu dupla elevação de recomendação para compra, com analistas citando “nova fase de crescimento” – as ações saltaram. No setor financeiro, o Morgan Stanley rebaixou BB Seguridade, Caixa Seguridade e Porto Seguro, provocando quedas nos papéis. A Vale foi cortada para neutro pelo Goldman Sachs, que vê poucos gatilhos no curto prazo. Já Petrobras, PRIO e PetroRecôncavo caíram com o forte recuo do petróleo.

Outros destaques

Na China, a fabricante de chips CXMT disparou 470% em sua estreia na bolsa de Xangai, enquanto a WEG fechou contrato com a Engie para ampliação da usina hidrelétrica Jaguara. O JPMorgan rebaixou a Isa Energia para neutro. No mercado de renda fixa, a XP divulga taxas de CDBs, LCIs e LCAs. A Caixa Econômica Federal distribui lucro do FGTS, e o programa Move Brasil inclui motos e bikes elétricas financiáveis.

Em entrevistas, líderes do iFood, SmartFit e Aramis defenderam que a cultura empresarial não se discute, mas se vive na rotina. O fundador da SmartFit afirmou que o TotalPass neutralizou efeitos do ano eleitoral e da Copa. A Positivo busca reduzir dependência do varejo com foco em serviços e IA corporativa.

Na política, nova pesquisa AtlasIntel mostra que a crise com os EUA entra na corrida presidencial. O PL insiste em vice do Centrão para Flávio, enquanto Zema quer Joaquim Barbosa como vice. No Rio, Eduardo Paes lidera a disputa pela prefeitura, segundo Quaest. No cenário internacional, o presidente eleito da Colômbia anuncia rompimento com Cuba e Nicarágua, e o Irã afirma controlar o Estreito de Ormuz.

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