Na Expert XP 2026, realizada em São Paulo, gestores de investimentos destacaram que a inteligência artificial (IA) tem ampliado margens e produtividade das empresas, mas alertaram que a inflação continua sendo o maior risco para os mercados. O evento, que conta com a presença de figuras como Will Smith, Gabriel Galípolo e Mike Pompeo, tem sido palco de debates sobre o futuro da economia global.
IA como motor de eficiência
Segundo painelistas do evento, a IA está transformando setores inteiros, permitindo ganhos de eficiência operacional e redução de custos. “A IA não é mais uma promessa, é uma realidade que já impacta os balanços”, afirmou um dos gestores. Empresas que adotaram soluções de IA reportam aumento de margem líquida entre 2% e 5% no último ano, de acordo com dados apresentados.
Inflação ainda preocupa
Apesar dos avanços tecnológicos, a inflação permanece no centro das atenções. “O maior risco que enxergamos é a inflação persistente, que pode forçar os bancos centrais a manterem juros altos por mais tempo”, disse um dos participantes. A expectativa é que a inflação global feche 2026 em torno de 3,5%, ainda acima das metas da maioria dos países desenvolvidos.
Impacto nos mercados
Os gestores também discutiram o impacto da IA nos mercados financeiros. “A IA está mudando a forma como investimos, mas não elimina os riscos macroeconômicos”, ponderou outro painelista. O evento também abordou a necessidade de regulamentação da IA, com alguns especialistas pedindo maior transparência nos algoritmos usados por instituições financeiras.
A Expert XP 2026 segue com agenda intensa, incluindo palestras sobre eleições, alianças políticas e o cenário econômico brasileiro. O mercado acompanha de perto as discussões sobre o futuro dos investimentos em um ambiente de juros elevados e incertezas fiscais.



