Na madrugada desta sexta-feira (17), 15 imigrantes expulsos dos Estados Unidos chegaram à República Democrática do Congo (RDC). Segundo uma fonte próxima à Presidência do país africano, o grupo é composto por pessoas de origem peruana e equatoriana.
Esta é a primeira remessa de imigrantes enviados pelos EUA à RDC como parte de um controverso programa americano. O dispositivo permite que estrangeiros em situação irregular sejam enviados a países terceiros, muitos deles africanos, em troca de apoio financeiro ou logístico do governo de Donald Trump.
O grupo, formado por sete mulheres e oito homens, desembarcou em um avião procedente dos EUA no aeroporto de Ndjili, em Kinshasa. Autoridades congolesas confirmaram a chegada e informaram que os imigrantes receberam autorizações de permanência de curta duração.
A Organização Internacional para as Migrações (OIM) afirmou que o governo congolês solicitou ajuda humanitária para os 15 imigrantes. A agência da ONU também poderá propor retorno voluntário assistido àqueles que desejarem.
Fontes indicam que cerca de 50 imigrantes por mês devem ser enviados à RDC nos próximos meses. O acordo entre os países prevê acesso dos EUA a recursos minerais estratégicos congoleses, cruciais para a indústria eletrônica global. Em contrapartida, Washington se envolveu em negociações para estabilizar o leste do país, onde conflitos persistem há mais de 30 anos.



