Os Estados Unidos voltaram a ameaçar o Brasil com novas tarifas, mas o mercado financeiro reagiu de forma surpreendente: o Ibovespa subiu e o dólar caiu. O que explica esse movimento contraditório?
Nova ameaça tarifária dos EUA
O representante comercial dos EUA, Greer, sinalizou mais ações contra o Brasil, destacando o caráter “diferenciado” das tarifas. A medida gerou apreensão no governo brasileiro, que realizou uma reunião de emergência para avaliar os impactos.
Reação do mercado
Apesar da ameaça, as ações de siderúrgicas como CSN, Usiminas e Gerdau subiram até 9%, impulsionadas pela tarifa menor no aço. O Ibovespa acompanhou o movimento positivo, enquanto o dólar recuou, refletindo a percepção de que as tarifas podem ser menos severas que o esperado.
Impactos para o Brasil
A Fiesp vê risco para as exportações brasileiras com a nova tarifa dos EUA. A Seção 301, mecanismo usado pelos EUA para embasar a decisão, permite sanções comerciais contra práticas consideradas desleais. O governo brasileiro busca negociar para evitar prejuízos maiores.
O que esperar?
Especialistas apontam que a chance de comprar dólar a R$ 5 pode estar se esgotando. Enquanto isso, o Bitcoin afunda, atingindo o menor preço desde abril. O mercado de criptomoedas sofre com a aversão ao risco global.
Outros destaques
- Política: Lula associa filhos de Bolsonaro à ameaça tarifária e sobe o tom. Decisões de Moraes entram nas razões dos EUA para impor tarifa.
- Economia: O que os EUA consideram “práticas irracionais” para justificar a tarifa? O governo brasileiro avalia as acusações.
- Investimentos: A XP recomenda 13 ações para comprar em junho. A Rede D'Or (RDOR3) tem plano “neutro” de expansão que pode ser boa notícia.
Mercados em foco
A produção de petróleo do Brasil registrou recorde de 4,34 milhões de barris por dia em abril. O Goldman Sachs aponta que tecnologia e choque do petróleo ampliam divergência entre emergentes. A Nvidia e a Marvell podem entrar no clube do trilhão com o boom de hardware de IA.
Minhas Finanças
O seguro-viagem para a Copa de 2026 pode custar de R$ 500 a R$ 2 mil. O Nordeste e imóveis compactos lideram a valorização no mercado imobiliário. A nova regra para trabalho em feriados entra em vigor; veja o que muda para as empresas.
Colunistas
Marcus Prado analisa a corrida da IA: quem cria valor ou só queima caixa? Eduardo Tomiya discute se marca é um ativo intangível ou econômico efetivo. Walter Maciel lembra que o Bolsa Família foi desenhado por economistas liberais.
O mercado segue atento às negociações entre Brasil e EUA, enquanto investidores buscam oportunidades em meio à volatilidade.



