Investidores estrangeiros retiraram R$ 14,9 bilhões da Bolsa brasileira em maio, registrando a maior saída mensal desde 2022. O movimento reflete incertezas com a ameaça de novas tarifas comerciais dos Estados Unidos, que podem pressionar o câmbio, o crédito e o fluxo de capital para o país.
Contexto das tarifas
O governo americano, sob a administração Trump, sinalizou a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros, citando práticas consideradas 'irracionais'. O presidente Lula afirmou que espera um telefonema de Trump para explicar as últimas medidas dos EUA. Em meio à tensão, Trump publicou uma foto com o senador Flávio Bolsonaro, chamando-o de 'jovem inteligente', o que gerou reações políticas no Brasil.
Impactos no mercado
Apesar das ameaças, a Bolsa brasileira registrou alta e o dólar caiu em alguns momentos. Analistas apontam que o mercado já precifica os riscos, mas a volatilidade deve continuar. O Bitcoin também sofreu forte queda, atingindo o menor preço desde abril. Especialistas citam três razões para a desvalorização: aversão ao risco global, incertezas regulatórias e realização de lucros.
Recomendações de investimento
A XP Investimentos divulgou uma lista de 13 ações recomendadas para compra em junho, incluindo Vale, Smart Fit e Rede D'Or. A Vale foi a única 'sobrevivente' entre as ações mais indicadas de maio, em um mês difícil para a Bolsa. No setor de renda fixa, CDBs, LCIs e LCAs seguem com taxas atrativas, mas sujeitas a novas pressões tarifárias.
Outros destaques
- Operação da Polícia Federal mirou produtora do filme 'Dark Horse', gerando incômodo na prefeitura de São Paulo.
- O governo dos EUA apura denúncias de trabalho forçado no Brasil, o que pode levar a novas sanções.
- A visita de Flávio Bolsonaro aos EUA endureceu o ambiente das negociações comerciais.
- Lula associou os filhos de Bolsonaro à nova ameaça tarifária e elevou o tom do discurso.
Perspectivas
A consultoria política aponta que a nova ofensiva comercial dos EUA pode fortalecer eleitoralmente Lula. Enquanto isso, o mercado monitora os desdobramentos das negociações e a possibilidade de novas tarifas. A saída de estrangeiros da Bolsa em maio sinaliza cautela, mas oportunidades podem surgir para investidores de longo prazo.



