As empresas brasileiras chegam mais preparadas para enfrentar a nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos, de acordo com a economista Lia Valls. Em análise exclusiva, a especialista destaca que as companhias nacionais diversificaram mercados e já negociaram com compradores americanos, reduzindo possíveis impactos negativos.
Preparação e estratégias
Segundo Lia Valls, as empresas brasileiras aprenderam com a experiência anterior e agora estão mais resilientes. Elas ampliaram sua presença em outros países e firmaram acordos com importadores dos EUA para minimizar os efeitos da tarifa. A economista ressalta que há um mês para negociar soluções alternativas antes da entrada em vigor da medida.
Impacto menor que em 2025
A nova tarifa pode impactar menos a economia brasileira do que a aplicada em 2025, pois muitos produtos estão isentos da sobretaxa. A diversificação de mercados também contribui para reduzir a dependência do mercado americano. No entanto, a decisão final cabe ao presidente Donald Trump, e uma boa relação diplomática entre os países pode mitigar os efeitos negativos.
Setores mais afetados
Os setores que mais podem sentir o impacto são aqueles com maior exposição ao mercado dos EUA, como siderurgia, alumínio e produtos agrícolas. Contudo, as empresas já estão adotando medidas como renegociação de contratos e busca por novos compradores em outras regiões.
Contexto econômico
A tarifa de 25% faz parte de uma política protecionista dos EUA, que tem gerado incertezas no comércio global. O Brasil, por sua vez, busca fortalecer parcerias com outros blocos econômicos, como a União Europeia e a Ásia, para reduzir vulnerabilidades.
Lia Valls conclui que, apesar dos desafios, as empresas brasileiras estão mais preparadas do que em ocasiões anteriores, o que pode tornar o impacto da tarifa menos severo. Acompanhe a coluna de Míriam Leitão para mais análises sobre economia e política internacional.



