O dólar forte está de volta? O mercado financeiro reage à escalada de tensões no Oriente Médio, com o petróleo Brent subindo mais de 4% após o presidente dos EUA, Donald Trump, restabelecer o bloqueio naval ao Irã. O Ibovespa intensificou perdas, enquanto as taxas do Tesouro também sobem, impulsionadas pelo avanço do petróleo e pela projeção de inflação para 2027.
Contexto geopolítico e impacto imediato
Trump anunciou a retomada do bloqueio ao Irã, com a cobrança de 20% sobre cargas que passarem pelo Estreito de Ormuz. O Irã rejeitou o controle dos EUA sobre a região e ameaçou retaliação militar. Como resultado, o tráfego em Ormuz caiu ao nível mais baixo em dois meses, em meio a ataques entre os dois países. O Brent avançou mais de 4%, refletindo o risco de interrupção no fornecimento de petróleo.
Mercados acionários e setores beneficiados
O Ibovespa opera em queda, mas alguns setores podem se destacar. Bancos como Bradesco e Itaú tendem a se beneficiar do aumento das taxas de juros, que elevam o spread bancário. Ações de commodities, como Petrobras e Vale, também podem ganhar com a alta do petróleo e do minério de ferro. Segundo o Bradesco BBI, a temporada de resultados do 2º trimestre pode reforçar a aposta em Bolsa brasileira barata.
Taxas de juros e renda fixa
As taxas do Tesouro sobem junto com o petróleo e a projeção de inflação para 2027. Isso pode afetar os investimentos em renda fixa, como Tesouro IPCA+, que oferecia prêmios acima de 8%. Com a alta das taxas, o investidor pode precisar reavaliar o portfólio. A XP mantém otimismo com o PIB e prevê dólar a R$ 5,00, mas recomenda ajustes para o 2º semestre.
Recomendações de investimento
Entre as recomendações para ajustar o portfólio, estão: diversificar entre renda fixa e bolsa, com exposição a ações de bancos e commodities. A XP também destaca que a renda fixa continua atrativa, com CDBs, LCIs e LCAs oferecendo boas taxas. Para quem busca proteção cambial, o dólar pode ser uma opção, mas com cautela diante da volatilidade.
Impacto no câmbio
O dólar forte pode pressionar o real, mas a entrada de recursos estrangeiros na Bolsa brasileira pode amenizar. O mercado de câmbio acompanha de perto as decisões do Fed e os desdobramentos geopolíticos. Analistas apontam que o dólar pode testar resistência em R$ 5,20, enquanto o Ibovespa mira 181 mil pontos.



