Dólar e petróleo sobem com tensões no Oriente Médio e decisão do Fed
Dólar e petróleo sobem com tensões e Fed

Fed mantém juros nos EUA

A nova decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) é o principal destaque da sessão desta quarta-feira (29). A expectativa do mercado é que a instituição mantenha as taxas inalteradas, refletindo um mercado de trabalho ainda forte nos Estados Unidos e inflação acima da meta. Essa postura conservadora do Fed influencia diretamente o câmbio global e o fluxo de capitais para economias emergentes como o Brasil.

Tensões renovadas no Oriente Médio elevam petróleo

As tensões no Oriente Médio seguem no radar dos investidores. Nesta quarta-feira, o Irã acusou os Estados Unidos de ter lançado um bombardeio contra seu território, especificamente na cidade de Piranshahr, no noroeste do país. Caso confirmado, seria o primeiro ataque direto dos EUA contra o Irã nesta semana. A acusação ocorre um dia após a Guarda Revolucionária iraniana ter lançado um ataque surpresa contra uma base americana na Jordânia, rompendo um período de calma relativa na região.

Segundo o Comando Central (CentCom) americano, todos os mísseis iranianos foram interceptados. Em nota, o CentCom afirmou: "Às 17h45 ET de hoje (18h45 em Brasília), forças da Guarda Revolucionária Islâmica lançaram vários mísseis balísticos a partir do Irã em uma tentativa de ataque surpresa contra forças dos EUA baseadas no Oriente Médio. Todos os mísseis iranianos foram interceptados com sucesso. As forças dos EUA permanecem vigilantes e em alto estado de prontidão."

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Em resposta, os EUA e a Arábia Saudita lançaram ataques conjuntos contra militantes pró-Irã baseados no Iraque. A Autoridade de Mobilização Popular do Iraque confirmou diversas mortes e feridos nos ataques durante a madrugada. Com isso, as preocupações sobre os efeitos diretos e indiretos da guerra voltam a tomar conta dos mercados.

O principal temor é que o conflito continue a limitar o tráfego no Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo —, reduzindo a oferta global da commodity. Como resultado, os preços do petróleo dispararam. Perto das 8h45, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 4,98%, cotado a US$ 88,28. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 4,73% no mesmo horário, a US$ 83,01 o barril.

Mercados globais reagem

Na Ásia, as ações chinesas fecharam em alta, conforme investidores passaram a se concentrar em setores voltados para o consumo. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 2%, enquanto o Índice de Xangai (SSEC) avançou 0,70%. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 2%. Na contramão, o Nikkei, do Japão, recuou 1,49%, e o Kospi, da Coreia do Sul, registrou desvalorização de 5,89%.

Dólar e Ibovespa no Brasil

No mercado brasileiro, o dólar abriu a sessão em alta, refletindo o ambiente de aversão ao risco global. Os acumulados da moeda americana são: semana +0,80%, mês -0,80% e ano -6,69%. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, apresenta acumulados positivos: semana +1,45%, mês +2,64% e ano +9,58%. As negociações do Ibovespa começam às 10h, com investidores atentos aos desdobramentos externos e à decisão do Fed.

*Com informações da agência de notícias Reuters.

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