A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no segundo trimestre de 2025, atingindo o menor patamar da série histórica para esse período, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O país registrou 5,9 milhões de pessoas desempregadas, uma redução de 10,9% em comparação com o primeiro trimestre e uma queda de 6,3% em relação ao mesmo período de 2025.
População ocupada atinge recorde
A população ocupada no Brasil chegou a 103,1 milhões de pessoas no segundo trimestre, um aumento significativo que reflete a melhora do mercado de trabalho. Esse número representa um recorde para o período e mostra a recuperação econômica contínua após os desafios dos anos anteriores.
Impactos da queda do desemprego
A redução da taxa de desemprego tem impactos positivos na economia, como o aumento da renda das famílias e do consumo. Especialistas apontam que a tendência de queda pode continuar nos próximos trimestres, impulsionada por investimentos e políticas públicas. No entanto, alertam para a necessidade de qualificação profissional para atender à demanda do mercado.
Segundo o IBGE, a taxa de desemprego de 5,4% é a menor para um segundo trimestre desde o início da série histórica, em 2012. O resultado supera as expectativas de analistas, que projetavam uma taxa entre 5,5% e 5,7%.
Comparação com trimestres anteriores
No primeiro trimestre de 2025, a taxa de desemprego havia sido de 6,1%, com 6,6 milhões de desempregados. A queda de 10,9% no número de desempregados em apenas três meses indica uma aceleração na geração de empregos formais e informais.
Em relação ao segundo trimestre de 2024, a redução foi de 6,3%, quando a taxa estava em 5,8% e o número de desempregados era de 6,3 milhões. A melhora gradual reflete o aquecimento da atividade econômica e o aumento da confiança dos empresários.
Setores que mais contrataram
Os setores que mais contribuíram para o aumento da população ocupada foram os serviços, a indústria e a construção civil. O comércio também registrou crescimento, impulsionado pelas vendas online e pela recuperação do consumo presencial.
O IBGE destaca que a taxa de desemprego de 5,4% é a menor desde 2014, quando o país vivia um período de expansão econômica. A expectativa é que, com a continuidade das reformas e o controle da inflação, o mercado de trabalho continue a melhorar nos próximos meses.



