O mercado financeiro global foi abalado nesta sexta-feira após a divulgação do payroll norte-americano, que veio muito acima do esperado. O dado positivo gerou uma reação imediata: as bolsas caíram, os juros futuros dispararam e o dólar se fortaleceu, aproximando-se de R$ 5,15.
Reação do mercado
O índice Dow Jones recuou mais de 1%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq também operaram em forte baixa. No Brasil, o Ibovespa acompanhou o movimento externo e registrou queda, pressionado pelo aumento da aversão ao risco. A moeda americana subiu frente ao real, refletindo a busca por ativos seguros.
Críticas de Trump
O ex-presidente Donald Trump criticou a reação do mercado, afirmando que 'crescimento não significa inflação'. A declaração ocorre em meio ao debate sobre os próximos passos do Federal Reserve, que pode ser forçado a manter juros altos por mais tempo.
Impacto nos ativos brasileiros
Com o dólar mais forte, o real perdeu valor, e as taxas de juros futuras subiram. A curva de juros brasileira refletiu o cenário externo, com contratos de DI projetando Selic mais alta. Entre as ações, a Embraer se destacou com alta superior a 6%, impulsionada por um novo pedido de aeronaves da Azorra.
Bitcoin em queda
O bitcoin também sofreu com o movimento de aversão ao risco, caindo abaixo de US$ 60 mil, nível visto pela última vez em setembro de 2024. A criptomoeda acompanhou a correção dos ativos de risco globais.
Perspectivas
Analistas apontam que o mercado passou a precificar uma alta de juros nos EUA em 2026, o que pode manter a pressão sobre os ativos emergentes. Enquanto isso, investidores monitoram os próximos dados econômicos para ajustar suas expectativas.



