Dado positivo nos EUA derruba bolsas, eleva juros e fortalece dólar
Dado dos EUA derruba bolsas, eleva juros e fortalece dólar

O mercado financeiro global foi sacudido nesta semana após a divulgação do payroll (relatório de empregos) dos Estados Unidos, que veio muito acima do esperado. O dado positivo gerou uma forte reação negativa nos mercados: as bolsas despencaram, os juros futuros dispararam e o dólar se fortaleceu, aproximando-se de R$ 5,15.

Impacto nos mercados

A Bolsa brasileira perdeu impressionantes R$ 778 bilhões em valor de mercado, após ter atingido recordes recentemente. O movimento foi generalizado, com queda expressiva das ações mais líquidas. O índice Ibovespa registrou forte baixa, testando o suporte dos 170 mil pontos.

Nos Estados Unidos, as bolsas também aprofundaram as perdas, com o mercado passando a precificar uma alta de juros já em 2026, ante expectativas anteriores de cortes. O rendimento dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) subiu, puxando as taxas globais.

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Reação de Trump

O ex-presidente Donald Trump criticou a reação do mercado, afirmando que “crescimento não significa inflação”. A declaração ocorre em meio ao debate sobre os rumos da política monetária americana e os efeitos do forte mercado de trabalho sobre a inflação.

Impacto no câmbio e juros

O dólar comercial fechou em alta, cotado próximo a R$ 5,15, refletindo a fuga de investidores para a moeda americana. Os juros futuros no Brasil subiram, com a curva a termo precificando maior prêmio de risco. A alta dos juros impacta negativamente o consumo e os investimentos, além de elevar o custo da dívida pública.

Outros ativos

O Bitcoin também sofreu, mergulhando abaixo de US$ 60 mil, nível não visto desde setembro de 2024, acompanhando o movimento de aversão ao risco. Já a ação da Embraer subiu mais de 6% após novo pedido de aeronaves da Azorra, mostrando que nem todos os setores foram afetados negativamente.

Perspectivas

Analistas apontam que o dado de empregos forte reduz a urgência do Federal Reserve (Fed) em cortar juros, o que deve manter o cenário de aperto financeiro global por mais tempo. Para o Brasil, isso significa pressão adicional sobre o câmbio, a inflação e a atividade econômica.

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