Dado positivo nos EUA derruba bolsas, eleva juros e fortalece o dólar
Dado dos EUA derruba bolsas e fortalece dólar

O mercado financeiro global foi sacudido nesta sexta-feira após a divulgação do payroll dos Estados Unidos, que veio muito acima do esperado. O dado positivo gerou uma reação em cadeia: derrubou as bolsas, elevou os juros futuros e fortaleceu o dólar, que se aproxima de R$ 5,15. O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou a reação do mercado, afirmando que 'crescimento não significa inflação'.

Impacto nos mercados

A Bolsa de Valores brasileira perdeu R$ 778 bilhões em valor de mercado após o recorde da véspera. Nos Estados Unidos, as bolsas aprofundaram a queda, com o mercado passando a precificar uma alta de juros em 2026. O dólar subiu frente ao real e a outras moedas emergentes.

Reação de Trump

Trump minimizou o movimento, defendendo que o crescimento econômico não deve ser interpretado como inflação. No entanto, analistas apontam que o mercado teme que o aperto monetário possa ser mais longo do que o esperado.

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Oportunidades e riscos

Com a alta dos juros, fundos de crédito privado, como FIDCs, passam a pagar até 200 pontos-base a mais que debêntures. Por outro lado, ativos de risco, como criptomoedas, sofrem: o bitcoin mergulhou abaixo de US$ 60 mil, nível de setembro de 2024.

Empresas em destaque

A ação da Embraer subiu mais de 6% após novo pedido de aeronaves da Azorra. Já a Copasa caiu 5% com a escolha da Equatorial como investidor de referência. O Citi elevou a recomendação da Magalu para neutra, enquanto o JP Morgan fez o mesmo com a Tesla, citando a robótica como potencial de crescimento.

Eleições 2026 e política

No cenário político, o PL triplicou o fundo eleitoral, e Flávio Bolsonaro e Lula têm um terço dos R$ 4,9 bilhões do recurso. Caiado mudou o discurso ao negar chance de chapa única com Romeu Zema. Redes associam tarifaço e ameaça ao Pix a Flávio Bolsonaro, conforme monitoramento.

Geopolítica

Putin disse que atualmente não vê motivos para se encontrar com Zelensky. Autoridades do Japão intensificaram a 'intervenção verbal' para sustentar o iene. Kim Jong Un pediu expansão nuclear 'exponencial' após inspecionar nova usina. O Irã afirma ter feito disparos de alerta contra navios dos EUA, mas Washington nega.

Investimentos

O UBS rebaixou a Bolsa brasileira e aponta um 'canário da mina' para o investidor. O fundo de crédito privado da Blackstone limitou saques em meio à alta de resgates. Dividendos dos FIIs têm datas e valores divulgados para junho. O seguro para joias atrai interesse com alta de roubos de aliança.

Tecnologia e startups

O CEO da Nvidia afirmou que a robótica é o próximo grande setor da Coreia do Sul. Startups veem CVCs avançando na Série B com mais estratégia e menos FOMO. A dona da antiga Reag fará oferta pública para comprar ações em circulação.

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