O programa Economia Move Brasil, que prevê uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para motoristas de aplicativos e taxistas, enfrenta sérias dificuldades de implementação. O governo já admite que deverá liberar menos de um terço do valor originalmente orçado, com projeções otimistas indicando um desembolso de apenas R$ 10 bilhões. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência para tentar destravar a liberação dos recursos, criticando a postura dos bancos na oferta de crédito.
Resistência dos bancos e entraves operacionais
De acordo com fontes do governo, a iniciativa enfrenta resistência por parte das instituições financeiras, que avaliam o risco de inadimplência como elevado. A linha de crédito, que não foi originalmente proposta pela equipe econômica, mas sim por pressão política, tem como objetivo melhorar a avaliação do governo entre os motoristas, categoria que vem perdendo renda e enfrenta condições de trabalho precárias. No entanto, a falta de entusiasmo dos bancos e questionamentos sobre a eficácia econômica do programa têm travado os desembolsos.
Lula cobra agilidade e critica bancos
Em reunião realizada no Palácio do Planalto, Lula afirmou que os bancos precisam se engajar mais na oferta de crédito para os motoristas. "Não é possível que tenhamos R$ 30 bilhões disponíveis e os bancos não queiram emprestar. Precisamos de agilidade para que o dinheiro chegue a quem precisa", disse o presidente, segundo relatos de participantes. A crítica de Lula reflete a insatisfação do governo com a lentidão na implementação do programa, que já era alvo de questionamentos internos sobre sua viabilidade.
Impacto econômico e próximos passos
O programa Economia Move Brasil foi lançado com a promessa de oferecer crédito subsidiado para motoristas de aplicativos e taxistas, com o objetivo de estimular a renovação da frota e melhorar as condições de trabalho. No entanto, analistas apontam que o baixo desembolso pode comprometer os efeitos esperados sobre a economia e a popularidade do governo. O Ministério da Fazenda estuda novas medidas para desburocratizar o acesso ao crédito, incluindo a redução das exigências de garantias e a ampliação do prazo de pagamento. Enquanto isso, a expectativa é de que o governo anuncie nos próximos dias ajustes no programa para tentar acelerar a liberação dos recursos.



