O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, mantendo um tom cauteloso sobre os próximos passos da política monetária. A decisão veio acompanhada de sinais de que o ciclo de cortes pode estar próximo do fim, gerando expectativas no mercado financeiro.
Reação do mercado
Com a decisão do Copom e a manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed) nos Estados Unidos, o mercado opera com volatilidade. O Ibovespa, o dólar e os juros futuros são os principais indicadores monitorados. Além disso, o acordo entre Irã e EUA para reabertura do Estreito de Ormuz derrubou o petróleo Brent abaixo de US$ 80, influenciando ações de petroleiras.
Impacto no varejo e investimentos
Segundo análise da XP, o El Niño afeta o varejo em três frentes: inflação de alimentos, clima adverso e aumento de doenças. Esse cenário pode pressionar os resultados do setor. Enquanto isso, empresas como TIM, Porto e Allos anunciam pagamento de proventos, com valores e datas definidos.
No mercado de renda fixa, as taxas do Tesouro Direto voltaram a subir, indicando expectativa de alta da Selic após discurso de Warsh. Já o crédito privado vê a Selic elevada levar dívidas a quase 20% ao ano, preocupando investidores.
Geopolítica e outros mercados
O acordo EUA-Irã, que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e alívio de sanções, trouxe alívio para os preços do petróleo, mas também gerou incertezas. O Banco da Inglaterra manteve seus juros em 3,75% por 7 votos a 2, enquanto a guerra na Ucrânia continua no radar.
Oportunidades de investimento
Apesar da cautela, 10 ações de dividendos ainda superam o CDI com a Selic a 14,25%. Especialistas recomendam atenção a empresas com bons fundamentos e pagamento consistente de proventos. Para quem busca renda fixa em dólar, os títulos americanos oferecem janela histórica.
No mercado imobiliário, o aluguel subiu acima da inflação, pressionando o mercado residencial. Já os golpes digitais causam prejuízo médio de R$ 11 mil por ocorrência, com a Geração Z sendo a maior vítima.
Política e bastidores
Na política, Eduardo Bolsonaro pediu a retomada de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes após condenação no STF. Flávio Bolsonaro, por sua vez, acusou Moraes de vingança pessoal. Já o governador Ronaldo Caiado afirmou que Flávio está perdendo capacidade de vencer Lula no segundo turno.
O caso Master também ganhou novos capítulos, com Jaques Wagner sendo alvo de nova fase da Operação Compliance Zero. No Senado, Randolfe Rodrigues mostrou otimismo quanto à apreciação do fim da escala 6x1 antes do recesso.



