O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, mas manteve um tom cauteloso, sinalizando que o ciclo de cortes pode estar próximo do fim. A decisão veio em linha com as expectativas do mercado, mas os investidores agora avaliam os próximos passos do Banco Central diante de um cenário inflacionário ainda desafiador.
Mercados reagem à decisão do Copom e ao cenário externo
Os mercados financeiros operam com volatilidade nesta quinta-feira, após a decisão do Copom, a cautela do Federal Reserve (Fed) e a entrada em vigor do acordo entre Estados Unidos e Irã. O Dow Jones Futuro sobe, impulsionado pela assinatura do acordo que pode aliviar tensões geopolíticas. No Brasil, o Ibovespa busca direção, enquanto o dólar e os juros futuros oscilam.
Acordo EUA-Irã e impactos globais
O memorando assinado entre EUA e Irã prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e o alívio de sanções, o que pode reduzir pressões sobre o petróleo e a inflação global. No entanto, o presidente Donald Trump gerou controvérsia ao afirmar que 'ninguém' atacou uma escola de meninas no Irã 'de propósito', enquanto o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky ameaçou que 'Moscou vai pegar fogo' se os ataques russos continuarem.
Investimentos: onde colocar o dinheiro com Selic a 14,25%
Com a Selic em 14,25%, 10 ações de dividendos ainda batem o CDI, oferecendo retornos atrativos. O Tesouro Direto vê taxas decolarem, indicando possível alta da Selic após discurso de Warsh. O crédito privado, com dívidas a quase 20% ao ano, tira o sono do mercado, mas ainda há oportunidades em renda fixa e fundos imobiliários.
Empresas e proventos
TIM, Porto e Allos anunciam pagamento de proventos, com valores e datas definidos. A Brava Energia recebe pedido de arbitragem da Westlawn sobre o Campo de Atlanta, enquanto a Oi não recebe propostas por sua unidade B2B em leilão judicial. O Cade aprovou a aquisição do controle da Brava Energia pela Ecopetrol.
Política e economia: casos de destaque
No campo político, Eduardo Bolsonaro pede retomada de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes após condenação no STF, enquanto Flávio Bolsonaro acusa Moraes de 'vingança pessoal'. O governador Ronaldo Caiado afirma que Flávio Bolsonaro está perdendo capacidade de vencer Lula no segundo turno. No Ceará, pesquisa Atlas/Focus mostra empate técnico entre Ciro Gomes e Elmano de Freitas no primeiro turno.
Operações e investigações
A Operação Compliance Zero atinge o senador Jaques Wagner em nova fase, no caso Master. O senador Randolfe Rodrigues se mostra otimista quanto à apreciação do fim da escala 6×1 antes do recesso parlamentar.
Mundo: conflitos e acordos
O acordo interino de paz entre EUA e Irã passa a valer, com promessas de reabertura do Estreito de Ormuz e alívio de sanções. Enquanto isso, Lula volta a cobrar o Conselho de Segurança da ONU por um fim da guerra na Ucrânia, e Zelensky faz declarações incendiárias contra Moscou.
Finanças pessoais: aluguel, golpes e longevidade
O aluguel sobe acima da inflação, pressionando o mercado residencial. Brasileiros perdem, em média, R$ 11 mil por golpe digital, com a Geração Z sendo a maior vítima. A longevidade impulsiona segunda carreira e muda planos de aposentadoria. No seguro, o ChatGPT começa a mudar a contratação de apólices, e seguradoras oferecem coberturas para Pix e celular roubado.
Startups e tecnologia
Na guerra dos chips, a Qualcomm quer competir em wearables. O fundador de uma gigante do food service afirma: 'Temos um computador dentro do forno'. A inteligência artificial gratuita promete formação do zero ao intermediário em até 10 dias. E a história da Zoom Holding: começou com R$ 14 mil e quer bater R$ 1 bilhão em 2026.
Esportes: Copa do Mundo 2026
O México busca encaminhar classificação na Copa do Mundo 2026. Cristiano Ronaldo decepciona e Portugal estreia com empate, enquanto a Inglaterra vence a Croácia por 4 a 2 em ótima estreia.



