O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quarta-feira, 30 de julho de 2026, a atualização das regras para o 5º leilão do programa Eco Invest Brasil. A medida busca ampliar a captação de recursos para projetos de infraestrutura sustentável, com foco em energias renováveis e eficiência energética.
Novas diretrizes do leilão
Entre as principais mudanças, o CMN reduziu a taxa mínima de juros dos títulos verdes em 0,5 ponto percentual, passando de 6,5% para 6,0% ao ano. Além disso, ampliou o prazo máximo de vencimento de 15 para 20 anos, permitindo maior alongamento das dívidas e facilitando o financiamento de projetos de longo prazo. Segundo o ministro da Fazenda, Carlos Ribeiro, “a atualização visa tornar o programa mais atrativo para investidores estrangeiros e nacionais, impulsionando a transição ecológica do país”.
Impacto esperado
O leilão está previsto para outubro de 2026, com oferta de R$ 5 bilhões em títulos. A estimativa do governo é que os novos parâmetros gerem uma economia de R$ 200 milhões ao ano em custos de captação para os projetos contemplados. Especialistas do mercado financeiro avaliam que a medida pode aumentar a participação de fundos de pensão e seguradoras no programa, que atualmente representa cerca de 15% do total de investimentos verdes no Brasil.
Próximos passos
O Banco Central do Brasil será o responsável por operacionalizar o leilão, que exigirá contrapartidas ambientais mensuráveis dos proponentes. Os projetos selecionados deverão comprovar redução de emissões de CO2 equivalente a pelo menos 30% em relação às tecnologias convencionais. A expectativa é que o resultado do leilão seja divulgado até novembro de 2026, com início dos desembolsos no primeiro trimestre de 2027.



